Posts com Tag ‘Jeremy Saulnier’

salaverdeGreen Room (2015 – EUA) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

Desde sua exibição em Cannes, o novo filme de Jeremy Saulnier parecia ganhar ares de novo cult. Banda de punk rock metida numa grandes enrascada, acaba presa numa sala verde. Violência, drogas, a luta pela sobrevivência. O cineasta americano cria um suspense com doses de crueldade vistas em muitos filmes de terror. Tenta se aproveitar do ambiente para criar o claustrofóbico e assim subverter a sensação de suspense.

É uma pena que não há previsão de lançamentos nos cinemas do Brasil, faria sucesso num circuito restrito. Assim como é uma pena que a escolha do elenco possa entregar quem ficará para o último arco da trama. Fora isso, Saulnier é bem competente em trabalhar com a história que vaga entre o bizarro e o natural, até porque nada daquilo parece completamente impossível, ainda mais por essa visão marginal que se tem do mundo punk. As artimanhas do roteiro visando trazer personalidade a cada personagem (a entrevista, e a volta dela num momento crítico da trama) servem como referências, mas também não resolvem a questão de uma naturalidade pouco sufocante, clima esse que a todo momento o filme tenta buscar.

Blue Ruin

Publicado: junho 4, 2014 em Cinema
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Blue RuinBlue Ruin (2013 – EUA) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

Desde que foi premiado em Cannes, quando exibido na Quinzena dos Realizadores, o filme de Jeremy Saulnier tem se tornado um novo cult, admirado pela crítica em geral. Ele guarda um parentesco distante dos westerns, bebe um pouco na fonte de David Gordon Green, principalmente por resgatar os EUA das cidades menores, aquele povo interiorano que ainda defende suas honras com sangue.

A vingança de um assassino amador. Um moribundo vivendo como mendigo, em seu carro velho, parte numa fúria medrosa atrás de alguém que está saindo da cadeia. Ao longo de sua saga o roteiro se preocupa em contar os porquês, mas o interessante é como Saulnier e o ator Macon Blair mantém Dwight com seu grau de ingenuidade e a urgência de proteção de vingança que parece lhe acometer desde que a tragédia marcou a vida de sua família.

É como Saulnier conduz essa história, do assassino amador, que dá ao filme ares de novo cult. O silêncio, a sede de sangue que supera a passividade comportamental de Dwight. Não se trata de redenção, a vingança como forma de reparar a dor que desestabiliza. O único caminho para a sobrevivência, é a lei animal onde só quem está de pé permanece.