Posts com Tag ‘Jim Sturgess’

amelhorofertaLa Migliore Offerta (2013 – ITA) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

Volta de Giuseppe Tornatore ao suspense (dramático), e que, surpreendentemente, passou meio despercebido desde seu lançamento. Por mais que tenha potencial comercial por seus elementos básicos e o apelo de atores conhecidos. O roteiro conduz Geoffrey Rush há mais um papel de um homem fino e coloquial, desta vez um antiquário. Um roteiro que brinca com a curiosidade e a adoração às formas femininas, o leiloeiro não pode ver a jovem que o contrata para cuidar da herança dos pais, a curiosidade que o consome, cega.

Usando os argumentos básicos do genero, Tornatore atrai a curiosidade pela própria necessidade instintiva de Virgili, que se confessa com um amigo (Jim Sturgess) expondo as fragilidades de um homem, até então impenetrável.  Mistério, romance, arte, milionários excêntricos, um bar com uma anã enigmática, Tornatore cria pequenos elementos que tiram o foco, liberando sentimentos aprisionados e apontando fraquezas camufladas.

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Um Dia

Publicado: julho 26, 2012 em Uncategorized
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One Day (2011 – EUA)

Tanto se fala que “o livro é melhor, o livro é melhor”. Mas, afinal, quando não se fala nisso? Lone Scherfig sai do requinte de uma ingênua garota apaixonada por um galanteador e um mundo de descobertas fascinante (Educação), para a ingenuidade de um amor guardado para o momento certo. Realmente é uma visão lindamente romântica de uma história, imagine se na vida real pudéssemos encontrar alguém com quem teríamos grandes chances de dar certo, mas aquele não é o timing certo porque um (ou os dois) precisam viver outras coisas para que não se destrua uma relação tão promissora.

Toda a história é baseada numa data, 15 de Julho. Cronologicamente acompanhamos o status da relação entre Emma (Anne Hathaway) e Dexter (Jim Sturgess), desde a noite de formatura em 1988 (quando os dois quase transam) até meados dos anos 2000. Amizade, amor reprimido, idas e vindas. Eles um burguês bon-vivant e conquistador, ela uma reprimida e sonhadora, com desejos de se tornar escritora.

A relação desengonçada, tanto pelas características psicológicas dos personagens (eles tem aquela coisa de diferenças que se completam, a vivacidade frente a responsabilidade, o não pensar no amanha frente o mundo de sonhos), quanto pela quebra de narrativa retomando a cada ano e deixando tantas arestas, não permite que Scherfig vá além de um romance açucarado com grandes sinais de clichê. Sobra intenção e falta realmente aquela capacidade de inspirar.