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ultimasconversasÚltimas Conversas (2015) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Nossa curiosidade mórbida é maior que o respeito ao autor, por isso, quando um artista morre antes de encerrar um trabalho (filme, disco, o que for), essa curiosidade, aliada aos interesses econômicos do “último trabalho de fulano” resultam na finalização do trabalho, sem aval do criador.

O ducmentário é aberto com um depoimento do próprio Eduardo Coutinho (que morreu antes de que a edição fosse concluída), discutindo o conteúdo do material gravado, se queixando do resultado pífio (segundo sua opinião). Enfim, deixando claro que aquele material não lhe agradava, não havia conteúdo interessante para um filme.

Pois bem, João Moreira Salles e Jordana Berg finalizaram o filme. Tentaram dar um ar mais pessoal, colocar mais de Coutinho no ducmentário. Transformando assim a autocrítica, a análise de quem está descontente e precisar entregar o filme para “pagar as contas, sobreviver”, mesmo que resultado não represente a qualidade de cinema que ele busca.

Eu jamais lançaria esse filme, as entrevistas com os estudantes não são interessantes, Coutinho demonstra seu desinteresse nos personagens, ou fala mais que eles tentando extrair alguma coisa. E o filme vai soando melancólico, até traça um panorama com a repetição de temas (e problemas familiares) que tais jovens expõem. Mas, é pouco, Coutinho alerta para isso, mas, era óbvio que esse material seria jogado ao público, era impossível conter a curiosidade.

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Os meus 5 melhores filmes nacionais, entre os que entraram em cartaz, no Brasil, em 2003.

Lisbela-e-o-Prisioneiro

  1. Lisbela e o Prisioneiro, de Guel Arraes
  2. Nelson Freire, de João Moreira Salles
  3. O Homem que Copiava, de Jorge Furtado
  4. Houve uma Vez Dois Verões, de Jorge Furtado
  5. Dois Perdidos numa Noite Suja, de José Joffily