Posts com Tag ‘Joe Wright’

peterpan

Pan (2015 – EUA) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

A Warner guardou o lançamento para depois dos chamados Summer Movies, a temporada dos grandes Blockbusters nos EUA. Sinais de muita confiança, ou de total pé atrás com a história dos primórdios de Peter Pan, tudo que ocorreu antes dos embates do garoto que não queria crescer e o Capitão Gancho. Interessante como este ano tivemos o retorno, aos cinemas de duas histórias infantis celebradas, protagonizadas por crianças, e que andavam esquecidas. O Pequeno Príncipe ganhou uma bela animação francesa, dirigida por Mark Osborne, e que também ia além da história mais conhecida (no caso, chegando ao príncipe adulto).

Voltando ao filme, é muito eficiente como aventura infantil, mesmo que trabalhando com clichês por todos os lados. Desde a vida de órfão com freira megera, até finalmente a chegada à Terra do Nunca. A profecia de Peter (Levi Miller) como o escolhido, ajudado por Tigrinha (Rooney Mara), e vejam só por Gancho (Garrett Hedlund), antes de se tornar o Capitão Gancho.

A mão de Joe Wright fica nítida nos figurinos, principalmente do vilão Barba Negra (Huugh Jackman), e pelo colorido da tribo e das fadas. Essencialmente focado no público infanto-juvenil, peca pelo melodrama nos s momentos mais agudos, só que funciona perfeitamente no que se dispõe a fazer que é agradar a criançada.

annakareninaAnna Karenina (2012 – ING) estrelaestrelaestrela1_2estrela_cinzaestrela_cinza

De uma vez por todas, Joe Wright, prova a si mesmo, que seu negócio são os filmes de época. Apostando em inovações técnicas que oferecem mais dinamismo à narrativa, o diretor revive o tão refilmado clássico de Tolstoi, com um quê de jovialidade.

A corrida de cavalos invadindo o palco do teatro, o balé das câmeras ainda mais presente, a belíssima cena de dança entre Karenina (Keira Knightley) e Vronsky (Aaron Taylor-Johnson). Wright filma a Rússia do século XIX com um glamour e beleza irrepreensíveis.

O aspecto visual deslumbrante e o esplendor sonoro camuflam as fracas atuações masculinas (tanto de Taylor-Johnson, quanto a presença apagada de Jude Law). Mas a questão central mesmo são as fragilidades do roteiro, transformando a Karenina de fibra numa sofredora amorosa, e patinando feio na segunda metade.  A diluição da jovialidade, que consegue eliminar aquele aspecto de “filme lento” que parte do público não gosta, porém fica apenas um drama romântico clichê.

Hanna

Publicado: outubro 2, 2011 em Uncategorized
Tags:, , ,

Hanna (2011 – EUA/ING/ALE)

Para começar, gostaria de fazer um pedido, para que Joe Wright volte aos filmes de época (se bem que ele está filmando Anna Karenina, então obrigado desde já). Porque desde que ele saiu desse tipo de filmes, é uma bomba pior que a outra. Este aqui então chega ao fundo do poço, duro de aguentar a história em si e as inverossimilhanças desse misto de Nikita e Nell. A garota (Saoirse Ronan) passa 16 anos numa floresta gelada com o pai (Eric Bana), sendo preparada para matar, e principalmente se vingar da agente que matou sua mãe (Cate Blanchett). E quando sai de lá dá um nó na CIA do jeito que só o Rambo daria. Contar mais seria ficar repetindo as críticas sob os absurdos do filme, brincar de unir DNA modificado com os livros dos irmãos Grimm não deu certo.