Posts com Tag ‘Joel e Ethan Coen’

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Os zumbis invadiram Cannes no domingo! Numa jogada de uma produtora independente (Troma), a cidade ficou infestada de zumbis. E depois de um volume razoavel de filmes exibidos, as apostas já começam a apontam alguns favoritos, Kore-Eda e Asghar Farhadi parecem encabeçar a lista, e agora os irmãos Coen entraram na briga, por fora o chinês Jia Zhang-ke

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INSIDE LLEWYN DAVIS

Inside Llewyn DavisE os irmãos Joel e Ethan Coen conquistaram Cannes. Grande parte da crítica adorou seu novo filme, na competição, sobre um cantor folk dos anos 60 tentando a vida em Nova York, entre o talento e o fracasso. No elenco nomes como Justin Timberlake e Carey Mulligan, mas a grande sensação foi o desconhecido Oscar Isaac que assumiu o papel principal e já está cotado para levar o prêmio de melhor ator.

Críticas: The Telegraph – The Guardian – First Showing

Termômetro: quero ver

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 BORGMAN

Borgman film stillCinema é isso, tem gosto para tudo. Quando vi o nome do diretor Alex van Warmerdam na competição torci o nariz, afinal um dos piores filmes que vi na vida foi Garçom. Alguns gostaram de sua nova fábula, com tentativas de crítica social, humor negro e toques de terror. Outros detestaram.

Críticas: The Guardian – Twitch Film – Cine-Vue

Termômetro: pé atrás

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LA DANZA DE LA REALIDAD

ladanzadelarealidadE os fãs de Alejandro Jodorowsky podem se animar. Após mais de 20 anos de hiato, o chileno está de volta. O veterano vem com uma fantasia autobiográfica, e vem causando comoção em Cannes. O pai comunista, a mãe cheia de musicalidade, judeus de origem russa, o filme parece ter nascido cult – assim como toda sua carreira.

 

Críticas: IndieWireThe Guardian – Roger Ebert.com

Termômetro: de olho

O Homem Que Não Estava LáThe Man Who Wasn’t There (2001 – EUA) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

A atmosfera noir adaptada a estrutura narrativo-contemporânea dos irmãos Coen parece a conjunção perfeita para retomar o extinto gênero que marcou a década de quarenta. A belíssima fotografia em preto e branco corrobora de forma espetacular para essa mutação. É o próprio protagonista quem narra, em off, a história. Ele é Ed Crane (Billy Bob Thornton), apenas um pacato e quieto barbeiro, casado com a contadora (Frances McDormand) de uma loja de departamento. Ela, supostamente, vive um caso com o chefe (James Gandolfini).

O barbeiro vê uma chance de investimento e chantageia o chefe da esposa. Desencadeia uma série de acontecimentos negativos (algumas mortes), movimento típico dos filmes dos Coen, onde o idealizador perde completamente o controle da situação. Advogados, tribunal, a culpa que ele tenta aliviar transferindo algum apoio a filha de um amigo que toca piano (Scarlett Johansson).

A trama bebe do clima noir, mas troca o mistério por pequenos elementos sobrenaturais e uma tortuosa forma de fazer justiça. As soluções não soam como as melhores possíveis, porém Billy Bob Thornton e os Coen conduzem tudo com um tempo tão precisoso em cada cena que menos importante se torna o fim, o prazer está em apenas seguir a trama deixando ser conduzido por ela.