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Sing Street

Publicado: setembro 24, 2016 em Cinema
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Sing Street (2016 – RU) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

Outra aventura musical do diretor John Carney, que já mostrou o amor indie através de uma fofinha banda folk (Once), e pelo prisma de um produtor musical falido Mesmo Se Nada Der Certo. Dessa vez, no centro da história temos o adolescente tímido Connor (Ferdia Walsh-Peelo) que cria uma banda para tentar conquistar a garota bonita que sempre está do outro lado da rua na saída da escola.

É um daqueles filmes inofensivos, que cativa facilmente pelas influências musicais do irmão (Duran Duran, The Cure), e pela forma com que Conor se relaciona (e aceita influencias de forma geral) com todos. Mas, principalmente essa ode à liberdade juvenir que o filme prega de forma ingênua e simpática.

mesmosenadadercertoBegin Again (2013 – EUA) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

O diretor John Carney ataca novamente, poderia ter descambado para a comédia romântica, seria mais prático/honesto. Após seu sucesso indie com Apenas uma Vez, ele erra feio ao tentar mesclar o pop, com a cena indie (cinema e música) que tomou conta da internet. Filma com aspecto caseiro, personagens cheios de seus probleminhas pessoais, novamente pessoas ligadas à música. O título brasileiro dialoga com o próprio Carney, porque nada sai certo, mas como tem cenas “fofas”, parte do pública compra, e fica tudo certo.

Começando pela enormidade de canções, nenhuma delas que seja, no mínimo, marcantes. Elas preenchem emoções, causam desavenças, tentam preencher o que o roteiro não consegue desenvolver bem. O produto musical Dan (Mark Ruffalo) e seu caos psicológico esbarram o antagônico entre o doce e o alcoólatra, e esse encontro não funciona. Os demais personagens são clichês, a garota romântica, doce e bonita (Keira Knightely), o namorado calhorda arrependido (Adam Levine, que só consegue mesmo emprestar seu nome), e assim sucessivamente. O tempo todo Carney fica tentando encontrar o tom certo entre o pop e seu espírito indie, essa gangorra pende sempre a falta de necessidade de mais um filme como esse, que serve para ser esquecido no minuto seguinte ao término.