Posts com Tag ‘John Goodman’

ruacloverfield1010 Cloverfield Lane (2016 – EUA) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

E vem surgindo um universe expandido que pode repender uma dezena de filmes independentes, apenas focando em diferentes visões de um mesmo grande acontecimento. O primeiro Cloverfield trazia dinamismo, em seu found footage, enquanto um desastre gigantesco ocorria em Nova York. Não se sabia se era uma guerra, se era uma invasão alienigna, se era um terremoto, apenas o caos e a luta por sobrevivência. E o filme funcionava muito bem, principalmente em sua primeira metade.

Eis que surge o novo filme, dessa vez sob direção do estreante Dan Trachtenberg. Estilo completamente diferente do anterior, uma garota (Mary Elizabeth Winstead) sofre um acidente de carro, quando acorda está medicada, mas presa numa espécie de bunker. Lá fora, teria ocorrido um ataque, armas químicas, sair seria suicídio. Howard (John Goodman) foi quem construiu o local, esperando que algo do tipo ocorresse no futuro. Sua figura suspeita oferece a dualidade do que realmente ocorre, e se ele é alguém precavido ou um maníaco serial killer. Ali perdido ainda há Emmett (John Gallagher Jr.) que confimra a história de destruição em massa, mas também estranha os comportamentos estranhos do líder.

Rapidamente podemos relacionar com o filme O Quarto de Jack, mas aqui é o suspense gerado pelas incertezas o grande mote. A dúvida da conduta, a incerteza do que pode ter ocorrida no mundo, travam uma pequena guerra silenciosa naquele bunker, enquanto sabe-se lá o que acontece mundo afora. E Trachtenberg consegue dar cabo do clima claustrofóbico, das insinuanções e nuances que criam a rede de relações e tensões entre os três personagens. Até o final, finalmente, se conectar a esse universo expandido que Cloverfield, vai criando, vem ai uma franquia que pode se permitir diversos formatos, e filmes que vivem bem agté de forma independente.

trumboTrumbo (2015 – EUA) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Para quem acompanha o mundo do cinema, histórias como essas são sempre interessantes por trazerem detalhes, bastidores, um algo mais, além dos filmes. A cinebiografia do roteirista Dalton Trumbo coloca em questão novamente a era da caça as bruxas de Hollywood, pessoas ligadas a indústria delatando aqueles chamados “comunistas”, hoje os delatores ficaram com a imagem negativa que na época recaia sob os mais favoráveis ao modelo soviético.

O filme dirigido por Jay Roach (outro cineasta do mundo das comédias, como Entrando Numa Fria e Austin Powers) apega-se principalmente a força da persona de Trumbo, não é por menos que ele foi o retratado a fim de resumir todos os que passaram pelo processo de perseguição. Só que Roach faz de forma tão acadêmica e preguiçosa, que as curiosidades são o que sustenta a narrativa de forma geral. Sabemos que Trumbo escrevia durante horas numa banheira, sabíamos que apoiava o comunismo, mas o filme nunca vai mais fundo em suas ideias, em seus roteiros, em possíveis influencias que o fizeram chegar a algum argumento.

Dessa pobreza, resta Bryans Cranston se contorcendo para ser a alma, e tudo mais que Roach não consegue desenvolver. De caricaturas e bons atores (interpretando grandes astros) sobram pouco além de coadjuvantes apagados e dramas pouco desenvolvidos em detrimento de pontuar a história de maneira didática ao extremo.

cacadoresdeobrasprimasThe Monuments Men (2014 – EUA) estrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Quando nos damos conta de mais um filme com George Clooney e sua trupe tem-se a impressão de algo estilo Onze Homens e Um Segredo ou Bastardos Inglórios. Aquela sensação de que os atores estão se divertindo mais ao gravar do que o público em assistir (não que o público não se divirta). Mas não é bem assim nessa nova incursão de Clooney pela direção. Sua motivação aqui são grandes temas, um resgate do cinema dos anos 40, aquele que tem o herói John Wayne e uma trilha sonora animada que beira o patriótico.

Plena Segunda Guera Mundial, os aliados encurralando Hitler, eis que surge uma equipe de oito bravos homens dispostos a dar a vida em prol de resgatar e proteger as obras de arte de Michelangelo, Picasso e etc, que foram roubadas pelos Nazistas. Vamos salvar a arte, e isso é assunto sério, então Clooney não pode ficar com piadinhas. O pouco do alívio cômico ou está entregue no trailer (Matt Damon pisando na mina) ou fica a cargo de Bill Murray. Mas é pouco, quase nada, Clooney queria mesmo resgatar a áurea de bravos soldados numa causa nobre, e meteu os pés pelas mãos.

sebebernaocaseIIIThe Hangover – Part III (2013 – EUA) estrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

E o que era ruim, continua na mesma. A terceira aventura do The Wolfpack passa pelo México, por conta da herança do filme anterior – sim, de comédia passou longe. A franquia se transformou numa grande aventura com pitadas de escatologia para ter um clima cool. Todd Philips parece perdido, nem boas sacadas como Mike Tyson ele utilizou, as noitadas foram trocadas por tiros e mafiosos.

Resta um filme assistível, os três atrapalhados se metendo em confusões, e aquela sensação de que a ideia do “hangover” ficou num passado tão distante que nenhum deles se lembra mais do primeiro filme. A ideia original daquele filme chega em seu terceiro capitulo totalmente fragmentada, diluída, os protagonistas são apenas sombras daquela despedida de solteiro.

O Voo

Publicado: fevereiro 12, 2013 em Cinema
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ovooFlight (2012 – EUA) estrelaestrelaestrela1_2estrela_cinzaestrela_cinza

Robert Zemeckis gasta um bom tempo num primor de live-action. A tripulação, capitaneada por Denzel Washington, enfrentando dificuldades extremas durante o voo, chega a arrepiar pela veracidade. Após o acidente, tem início um drama sobre alcoolismo e drogas, com todos os clichês do gênero, incluindo tentações e o abuso de trilha sonora dramática.

Não chegasse tudo isso, temos também a desnecessária presença de uma segunda história que se entrecruza. O drama brega, os excessos, Zemeckis narra como se ainda vivesse nos anos 90 – um tipo de cinema que até o público médio deve estar cansado. Há sempre o alívio cômico de John Goodman, e Denzel interpretando o mesmo personagem há vinte anos (sempre bem, mas é sempre igual, a cara de drama, os arrombos ofensivos). Ainda assim, Zemeckis perde a chance de fazer um filme melhorzinho e menos careta ao grande público.

Argo

Publicado: novembro 17, 2012 em Cinema
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Argo (2012 – EUA) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

É verdade que Ben Affleck vai fundo na cartilha hollywoodiana para causar tensão, buscar sequencias de emoção ilimitada, abusa das coincidencias por segundo quadrado, sua última meia-hora exagera quando náo precisava. Ainda assim, Argo é um thriller competente, tenso, que deixa o público ligado na história do início ao fim, sem respirar, preocupado com o próximo passo que será dado pelos pivos dessa crise.

A invasão da embaixada americana no Teerã e, o consequente sequestro dos funcionários causa comoção internacional, porém 6 deles conseguem escapar da invasão. Nesse ponto entra a CIA (e Ben Affleck como o agente corajoso, ele não precisava atuar, não é seu forte) e um plano para resgatar os americanos. Enquanto a tensão toma conta da cidade, e o alivio comico na particpação magistral de Alan Arkin e John Goodman (como pessoas ligadas ao cinema que ajudarão no plano para o resgate) causa gargalhadas, o Irã pega fogo com o novo governo assumindo e as ruas tomadas por seus partidários.

Tensão política, um país em chamas, diplomatas sequestrados e americanos caçados pelas ruas. Affleck mistura cenas de arquivo com imagem granulada para reconstituir a invasão da embaixada, depois mantém a atmosfera numa pegada ágil, e apenas esbarra nessa mania dos americanos de salvar o mundo no último segundo.

possuidosFallen (1998 – EUA) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

O detetive John Hobbes (Denzel Washington) ficou famoso após capturar um serial killer (Elias Koteas). Instantes antes de morrer, na câmera de gás, o condenado cantarola uma canção que Hobbes começa a ouvir insistentemente nas ruas. Crimes voltam a ocorrer da mesma forma como o serial killer agia, o verdadeiro assassino ainda está a solta. Seu nome é Azazel, um espírito do mal que troca de hospedeiro com um simples toque ou pelo ar (e sobrevive mesmo que o corpo morra).

Nas investigações Hobbes encontra ajuda de Gretta Milano (Embeth Davidtz), professora de teologia e filha de um antigo detetive que morreu vítima do mesmo espírito. Juntos investigam o mistério, enquanto Azazel passa a perseguir o detetive, armando-lhe uma cilada. Cenas de alta tensão, perseguições emocionantes, eis o ponto alto do filme e do trabalho do diretor Gregory Hoblit. Um suspense sobrenatural com momentos de tirar o fôlego, típico caso do universo do seriado Arquivo-X. Porém, cheio de irregularidades, de lado positivo os truques de câmera para retratar Azazel, de outro lado as falas em off exageradas de Denzel e a incapacidade do roteiro em fugir dos clichês do gênero.