Posts com Tag ‘Johnnie To’

Três

Publicado: dezembro 8, 2016 em Cinema
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tresSaam Yan Hang / Three (2016 – HK) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

Em sua mais recente fase, o cineasta Johnnie To traz sua assinatura singular para mundo corporativos ou ambientes mais “fechados”. Foi assim com o anterior, Office, em que retratava as disputas corporativas de um escritório e, dessa vez, repete a fórmula reincorporando os elementos de thriller policial mais comuns de seu cinema.

A narrativa transcorre dentro de um hospital, a tensão entre médica, policial e paciente fugitivo da policia que não aceita ser operado porque aguarda ser resgatado por seus comparsas. O tripé psicológico entre o código de ética da medicina e a truculência da policia se torna o combustível para To explorar o ambiente, abusando dos ângulos de até 360º em diversos travelling, e até mesmo no plano-sequencia fenomenal do tiroteiro em câmera lenta. A cada novo filme, Johnnie To confirma sua capacidade de oferecer o melhor deleite cinéfilo, sem vergonha de abusar das estripulias de sua câmera, ou de momentos mais dramáticos que se correlacionem em cenas de ação.

Drug War

Publicado: maio 10, 2014 em Cinema
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drug-warDu Zhan / Drug War (2012 – HK) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

Johnnie To é um daqueles diretores que filma compulsivamente, é comum realizar mais de 2 filmes por ano. Foi em 2005 que ele fincou definitivamente seu nome fora da Ásia, Eleição – Submundo do Poder esteve presente no Festival de Cannes, e desde então se tornou freqüentador. Seus filmes policiais são filmados de forma crua, natural e sempre esbanjando estilo. O sangue jorra pelas roupas, por onde as balas penetram, a câmera flutua pelos tiroteiros como se escapasse das cápsulas. Eleição 2, Exilados, Vingança, os filmes ficam cada vez melhores, se acostumar com seu estilo ajuda, ainda mais, a apreciar cada um deles.

Drug War é um dos que tem a menor presença desse “charme marginal” de tratar a imagem, ainda assim é fácil reconhecer a assinatura de To, seja pelos atores que estão sempre em seus trabalhos, ou por essa capacidade de tratar o filme de ação como entretenimento e arte, ao mesmo tempo. Policiais, traficantes, o jogo do infiltrar-se, do contar com a delação premiada, o mundo do crime organizado, submundos tão conhecidos de seu cinema. As relações pessoais são secas, em troca do romantismo do cinema americano, To oferece mais e mais sequencias de confronto entre policia e bandidos. Se Vingaça sintetizava o auge de seus últimos trabalhos, e Sparrow uma espécie de alívio com uma leveza inesperada, em Drug War ele se volta ao simples e eficiente, entre tiros e traições.