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afantasticafabricadechocolateCharlie and the Chocolate’s Factory (2005 – EUA/ING) estrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

A refilmagem de Tim Burton do inesquecível clássico dos anos 70 não poderia ser pior. Além do diretor conseguir despediçar parte da magia infantil na maratona desenfreada pelo ingresso dourado (fica tudo tão banal, a comoção narrada nunca é sentida, afinal Burton é o cineasta do “sem-graça”), ele e seu comparsa (Johnny Deep) transforma Willy Wonka num Michael Jackson, com sua Neverland fabricando chocolates.

Aliás, chocolate é das raridades encontradas por lá, exceto o rio e a cachoeira, o chocolate é substituido por outros doces, sempre muito coloridos, porque Burton precisa de sua estética visual em cada detalhe, em cada doce. O roteiro desiste da busca pela ingeuidade da criança-de-coração-puro, para resgatar flashbacks de onde surgiram os Oompa Loompas, ou criar uma relação problemática de Wonka com o pai (que se torna o verdadeiro mote do filme).

Essa alteração drástica torna tudo um melodrama banal da necessidade de filhos serem reconhecidos pelos pais. As apresentações musicais não surgem naturais, apenas a coisa sombria dos ataques às crianças fica mais “Tim Burton”, o que condiz com a linguagem do cinema atual. O novo Willy Wonka é um desastre.

embuscadaterradonuncaFinding Neverland (2004 – EUA) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

Pegando emprestado, parte da vida do dramaturgo J. M. Barrie (Johnny Deep), mais precisamente, a época em que criou sua mais famosa obra, Peter Pan, o filme revive parte dos eventos reais que serviram de inspiração ao dramaturgo, para criar e montar, a citada peça, após vir de um grande fracasso nos teatros londrinos do início do século XX. A história do garoto que nunca envelhece, e luta contra o temível Capitão Gancho, serve como metáfora do tempo, e foi totalmente baseada no relacionamento de Barrie com uma modesta família de quatro inventivos garotos (órfãos de pai) e sua adorável mãe.

Mais interessante do que só acompanhar o processo de criação, retirado sagazmente das brincadeiras vividas durante tardes de um verão, é notar a influência da amizade sob a vida de cada um deles. Seja o amadurecimento dos garotos, seja a relação entre Barrie e Sylvia (Kate Winslet), ou mesmo no matrimônio de Barrie, o filme aborda cada relacionamento com delicadeza e desapego à pieguice.

Após o extremamente denso A Última Ceia, o diretor Marc Forster mostra versatilidade pelo mundo da fantasia divertida, sem perder tempo com clichês baratos. Deep vai além de caracterizar um personagem, reconstitui magicamente a figura do autor que é parte da inspiração de sua própria criação. O garoto Peter (o ótimo Freddie Highmore) do filme pode ser visto como influência, mas as crianças apenas liberaram a personalidade do próprio Barrie para que Pan brotasse.

alendadocavaleirosemcabecaSleepy Hollow (1999 – EUA) estrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Famoso conto folclórico americano sobre um cavaleiro sem cabeça que fica vagando pelos bosques e decapitando pessoas na procura de sua própria cabeça. Nas mãos do diretor Tim Burton o filme ganha o correto estilo dark e sombrio que já lhe é particular.

Em 1799, num pequeno vilarejo nos EUA, diversas pessoas tem aparecido mortas, com suas cabeças cortadas. A população está aterrorizada. Para tentar solucionar o caso é enviado o detetive Ichabod Crane (Johnny Deep) decide inovar com novos métodos de investigação. Enquanto as mortes persistem e o se apaixona pela jovem misteriosa Katrina Van Tassel (Christina Ricci), Crane suspeita de algum tipo de conspiração envolvendo as figuras mais importantes do vilarejo como o reverendo, o juiz e outros.

Como de costume nos trabalhos de Burton, é tecnicamente impecável: figurino e direção de arte (inclusive ganhou o Oscar). O que falta é suspense. O clima sombrio por si só não consegue dar vazão às expectartivas sobre quem é o verdadeiro vilão da história. O personagem de Deep é caricato demais, desengonçado, e Ricci, ao meu ver, ainda não conseguiu desprender-se do seu personagem da Família Adams. Christopher Walken faz duas ou três caretas e só, e a lenda do cavaleiro sem cabeça fica se resume num filme decepcionante.

oultimoportalThe Ninth Gate (1999 – EUA) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

A trama é mais uma daquelas histórias de invocação do demônio, partindo do mundo de colecionadores de livros raros, a adoração por relíquias e preciosidades, desemboncando diretamente na magia negra e seitas religiosas demoníacas. O especialista em livros antigos, Dean Corso (Johnny Deep), recebe a proposta tentadora para encontrar o exemplar original do livro que teria sido escrito com ajuda de Lucifer, e que seria um portal para invocá-lo. O resultado final não chega ao satisfatório, o célebre diretor Roman Polanski esbarra em muitos clichês, e um mistério facilmente “sacável”, culminando na atmosfera morna e previsível.

ed_woodEd Wood (1994 – EUA) estrelaestrelaestrelaestrelaestrela_cinza

Que figura sensacional foi Ed Wood (Johnny Deep), e, sem dúvida, nenhum outro cineasta tem uma carreira onde uma cinebiografia, sobre o pior cineasta do mundo, se encaixaria de maneira tão homogênea. Terror B, filmes realizados de qualquer jeito, chega a ser impressionante como Ed Wood conseguia dinheiro para financiar seus filmes, tamanho o descuidado que tinha com os detalhes. Transformava, sem o menor pudor, um lençol num polvo gigante, como se o cinema fosse um teatrinho de escola.  Seu jeito de dirigir filmes, de escrever, por si valeriam esse estudo, mas a figura de Ed Wood era ainda mais complexa, à época, e já tinha manias de usar roupas de mulher, um escândalo e ainda tão carismático.

A trama parte de Ed Wood como um aspirante de cineasta, namorando com Dolores Fuller (Sarah Jessica Parker), uma atriz sem sucesso. Ele faz de tudo para conseguir transformar suas idéias estapafúrdias em filmes, e após um encontro casual, com o antigo astro de filmes de terror, e agora decadente Bela Lugosi, finalmente consegue produzir seu primeiro trabalho. O primeiro fracasso não o deteve, aproveitando-se de Lugosi, ele continua se esforçando para conseguir patrocínios.

Em sua opinião tudo sempre estava perfeito (essa é uma frase muito usada por ele). De maneira amadora e improvisada, porém com entusiasmo contagiante, ele cativava as pessoas. E assim conquistou sua nova namorada, Kathy O’Hara (Patricia Arquette), e construiu sua carreira louca e improvável. Pelas mãos de Tim Burton, e sua atmosfera macabra, alicerçada na linda fotografia em preto e branco, nasce essa bela homenagem a Ed Wood e Bela Lugosi. Mas, é a interpretação de Johnny Deep e de Martin Landau, os grandes trunfos que transformam este, no grande acerto da carreira de Burton, quem diria, logo o filme sobre o cineasta dos erros.