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The Silence of the Lambs (1991 – EUA) 

O último filme a levar os cinco principais do Oscar (filme, direção, ator, atriz e roteiro), se tornou um ícone do cinema dos anos 90. É um dos exemplos do quanto os vilões são mais interessantes que os mocinhos, afinal, trazem características mais marcantes, muitas vezes insinuantes. Foi com esse filme que a tela grande conheceu o Dr. Hannibal Lecter (Anthony Hopkins), o astuto e renomado psiquiatra serial-killer, praticante de canibalismo e outras práticas abomináveis. Adaptação do livro de Thomas Harris, o filme foge do padrão de desvendar quem é o assassino, a tônica aqui é outra. Lecter já está preso e o FBI tenta obter ajuda dele para pegar outro criminoso através de uma das mais promissoras alunas da escola de recrutas do FBI.

Clarice Starling (Jodie Foster) passa a visitar Lecter em sua cela de monitoramento 24 horas. O psiquiatra desenvolve uma curiosa relação de interesse pela moça, e cria um jogo psicológico, onde ele dá informações em troca de informações da própria vida de Clarice. Esse é o grande trunfo do filme a relação e disputa de poder entre Foster e Hopkins, o clima de suspense psicológico habilmente administrado pelo diretor Jonathan Demme. A relação de Lecter com Clarice é intrigante, um amor fraternal, sua personalidade Lecter fascinante, talvez seja um dos mais completos e aterrorizantes vilões do cinema. O terror está no olhar de Hopkins, que mesmo trancado e vigiado, transmite medo inigualável à jovem Clarice, a ponto de deixar qualquer um assustado na cadeira. O tempo o tornou um clássico, um dos grandes filmes de todos os tempos, talvez nem fosse para tanto, mas é sim um filmaço de tirar o fôlego.

totalmenteselvagemSomething Wild (1986 – EUA) estrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Executivo sente-se fortemente atraído por uma mulher sexy e misteriosa e acaba caindo nas armadilhas da sedutora, trama original e bem elaborada, não? A seguir uma série de acontecimentos, em velocidade alucinante, e inverossimilhança absurda. Charles Driggs (Jeff Daniels) estava almoçando, tranquilamente, tentou dar uma de malandro para não pagar a conta, e disfarçadamente saiu do restaurante de fininho. Na rua uma jovem atraente, Lulu (Melanie Griffith), repreendeu-lhe e após uma pequena conversa, os dois partem no carro dela. O que parecia estar se transformando numa transa casual torna-se um relacionamento muito além do exótico.

Uma paradinha num motel e Lulu já leva Charles para a casa de sua mãe e o apresenta como seu novo marido. Entre pequenas aventuras, como não pagar contas de restaurantes, vem o plano para festa de reencontro dos formandos de Lulu. Quem aparece na festa é Ray Sinclair (Ray Liotta), o ex-marido de Lulu, que acabara de sair da prisão e pretende reatar o relacionamento com a esposa. Ele faz o tipo extremamente violento e ciumento, e facilmente dá um “chega” para lá em Charles. Tudo parecia resolvido, mas Charles percebe que aqueles dias com Lulu mudaram sua vida, e planeja tentar recuperá-la a qualquer custo.

Sob a direção de Jonathan Demme, destaca-se a superficialidade, tanto na excentricidade como na violência. O roteiro banal e previsível podem até torrar a paciência do público de tanta mesmice. Jeff Daniel é tão bobo em cena que dá dó, Melanie Griffith tem seus momentos de brilho se esforçando no sex appeal e Ray Liotta aparece bastante discreto.