Posts com Tag ‘José Wilker’

odueloO Duelo (2015) estrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Marcos Jorge volta com as comédias em tom de anedota, com protagonista como contador de histórias que atraem grande público. Baseando-se em Jorge Amado, o resultado final fica a léguas de distância do anterior: Estômago.  A distância abissal está no tom dos protagonistas. João Miguel e aquele jeito nordestino engraçado, aqui temos o português Joaquim Almeida como um comandante de navios e suas histórias de tom chamuscado, pausado, capazes de intrigar apenas os moradores daquela cidade minúscula, onde nada realmente acontece. Seu sucesso causa ciúmes no antigo homem-atração da cidade (José Wilker), e nasce esse duelo entre quem permanece como a celebridade do povo. As fragilidades vão do didatismo dos diálgos ao clichê dos romances que tentam encantar o público (sendo, ou não, verdades).

guerra-de-canudosGuerra de Canudos (1996)  estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Um dos principais momentos da história do país relatado sob a ótica de uma família nordestina. Pouco se fala sobre como foi formado, ou os motivos do movimento, os holofotes do filme estão todos sob a vida dessa família em questão. As dificuldades, a situação imposta pela nova república, a alta cobrança de impostos, Canudos foi apenas um povoado organizado, onde as pessoas lutavam em prol da comunidade. O interesse de todos prevalecia. Mas isso era uma afronta aos governantes, que não poderiam aceitar um povoado que pudesse se auto-organizar, ser tão independente.

A história começa com as dificuldades da família de Zé Lucena (Paulo Betti), na miséria e o pouco que tinham o Estado tomou para recolhimento de impostos. Desiludido, Zé Lucena decide seguir, com sua família, na peregrinação de Antonio Conselheiro (José Wilker), uma espécie de Messias que pregava a palavra de Deus, e era seguido por centenas de fiéis.

Depois de meses caminhando, Antonio Conselheiro escolhe um lugar para formar um povoado com seus seguidores. Ali constroem suas casas, e fincam um vilarejo próspero. Sabendo do poder do lugar, o presidente Floriano Peixoto manda tropas, e dá-se início a Guerra de Canudos. Começa uma batalha dolorosa e sangrenta, marcada nos livros de história do Brasil.

O diretor Sergio Rezende, especialista em temas históricos brasileiros, suscita o conflito religioso, e as verdadeiras razões do governo, partindo apenas da vida dessas famílias e dos soldados durante a guerra.