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Philomena

Publicado: fevereiro 4, 2014 em Cinema
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PhilomenaPhilomena (2013 – RU) estrelaestrelaestrela1_2estrela_cinzaestrela_cinza

Que preguiça do seu filme, hein Stephen Frears? Quase cinquenta anos após ser separada de seu filho, uma mulher, que viveu enclausura num convento (Judi Dench), resolve pedir ajuda para descobrir o paradeiro de seu primogênito. Steve Coogan (bem contido) interpreta o jornalista que a acompanha nesse road movie para senhoras carentes de histórias dramáticas.

Falo em preguiça porque o roteiro é formal e básico, tudo acontece de maneira abrupta e com um quê que só as mais carolas católicas poderiam compreender. É verdade que Frears foge do dramalhão, mas também não precisava ser tão raso e perder tempo em cenas como quando Philomena prefere assistir Vovózona a visitar Washington. Porém, o problema principal é o filme se tratar da busca de um filho, com contato com inúmeras pessoas que o conheceram, e sairmos da projeção sem conhecer nada sobre ele. Frears prefere a mãe ingênua a oferecer um pouco das descobertas que a própria viveu ao realizar essa aventura de um passado cuja ferida é irrecuperável.

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Casino Royale (2006 – ING/EUA)

Skyfall me levou a voltar atrás e conhecer essa nova fase do 007, mais truculento e menos charmoso. Tantos elogios porque o agente secreto de Daniel Craig apanha, soa, sofre, o que não ocorria com Pierce Brosnan. Isso já levanta outro ponto, como todos os personagens clássicos estão se transformando em brutamontes especialistas em artes-marciais. Se bem que, não é exatamente o caso, há uma roupagem diferente, um estilo, mas ainda há charme, e os absurdos beirando o insuportável, é claro.

Martin Campbell não demonstra capacidade de manter o filme sob seu controle, a força do personagem sobressai, a presença de Craig também marca o acerto no novo escolhido. O enlace romântico com direito a musiquinha melosa e tudo mais faz a história despencar, enquanto disputas de pôquer novamente provam que tem tudo a ver com cinema. A grande sacada é mesmo o reboot, tentar explicar o início do agente, desprezar o passado (que aliás já tem 50 anos), como se o agente secreto acabasse de nascer para uma nova plateia.

Skyfall (2012 – ING/EUA) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

Cinquenta anos de James Bond. Incrível como a franquia está mais rejuvenescida do que nunca. Desde que Daniel Craig assumiu o personagem, com seu estilo mais rústico e ofensivo, frente ao charme de Pierce Brosnan, os filmes do agente secreto britânico restauraram o patamar de representativa frente ao público. Dessa vez é Sam Mendes quem assume a direção, e ele não traz apenas sequencias de ação competentes e alucinantes. É claro, sem esquecer dos famosos absurdos da verossimilhança. Entra em cena temas como ressurreição, nacionalismo e o eterno “cumprir o dever”.

Porém, acima de tudo isso, há uma interessante discussão entre novo x velho, experiência x moderno. E o manto protetor dessa rivalidades oferecem a Sam Mendes possibilidades de explorar trama e personagens além do comum, As Bond Girls ficam meio de lado, frente a tantos socos e pontapés. O vilão de Javier Bardem engole todos quando está em cena, sua presença é marcante, quase visceral. E a discussão sucitada, entre novidade e o consagrado, vai parar nos personagens, e numa oxigenação que deverá refletir nos novos filmes.