Posts com Tag ‘Judy Davis’

darkbloodDark Blood (2012 – EUA/RU/HOL) estrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

O material rodado em 1993 ficou guardado em algum armário, entre disputas judiciais e a vontade do diretor George Sluizer em finalizar o projeto. Segundo o cineasta, 80% do filme havia sido rodado, todas as externas, quando River Phoenix morreu de overdose. Retomar e lançar, vinte anos depois, pode ter vários significados, o maior deles deve ser a própria vontade de Sluizer em vê-lo finalizado a qualquer tentativa de se aproveitar da morte do jovem astro (até porque, após tanto tempo, o momento de River Phoenix atrair holofotes já passou).

A fim de preencher as cenas que faltavam, Sluizer congela algumas imagens e narra os diálogos (tal qual o roteiro). Picaretagem? Talvez não houvesse solução mais prática e honesta. O problema está longe desse artifício. Começando pela carreira de Sluizer, que durante todos esses anos não demonstrou ser grande cineasta. A trama de suspense fala de um garoto (River Phoenix), viúvo solitário, atazanando a vida de um casal em crise (Judy Davis e Jonathan Pryce) que tiveram o carro quebrado no deserto. Sequestro, sedução, a trama não se sustenta em nenhum momento, personagens rasos, e a irregularidade de um filme que já nascera torto, com a morte do astro então… nem deveria existir.

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To Rome, with Love (2012 – EUA/ITA/ESP)

Woody Allen peca pelo excesso de vontade. Já falei sobre isso, ele filma demais, tem ideias demais e dá tempo de menos para elaborar melhor cada uma delas, ou desistir das que fossem desnecesárias. Fora que essa fase “turística” pode cair no mundo dos videos institucionais em prol do turismo para os ricos de gosto médio.

Ele chega a Roma e parece ter lido o manual, escrito por um estrangeiro, dos costumes para se achar engraçado dos italianos. Em pequenas histórias que se passam em Roma, Allen brinca com a celebridade instantanea, com a dificuldade de se localizar pela cidade, com situações inusitadas (que só numa comédia desse tipo caberiam) como o casal que se desencontra e só entra em confusão. São ideias demais de possíveis piadas, para efetivaçao de menos em risos, e em requinte que ele encontrou tão bem em seu filme anterior (em Paris).

O próprio Woody Allen volta a interpretar, pega a piada pronta dos cantores de banheiro e leva a sério, e a repete tantas vezes que dá a sensação de que apenas ele poderiam estar se divertindo com aquilo. A beleza de Roma aparece, mas tão de lado, já que Allen está tão preocupado com suas piadas “nada geniais”.

 

opoderabsolutoAbsolute Power (1997 – EUA) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

E se você presenciasse um assassinato? E se o envolvido fosse do alto escalão do governo? Delicado, não? Mas, e se você estivesse assaltando o local na hora do crime? Eis a premissa proposta pelo filme de Clint Eastwood. Luther (Clint) é um assaltante que há tempos não atua, até que decide entrar na casa do magnata Sullivan (E G Marshall). O assalto corria bem, mas Luther ouve barulhos de um casal e se esconde no cofre. O casal era formado pela esposa do magnata (Melora Hardin), e Alan (Gene Hackman), ninguém menos que o presidente dos EUA. Começam uma discussão que acaba em agressão, os seguranças do presidente, assustados, invadem o quarto e disparam. Clint transforma Luther num assaltante-mártir após assistir um discurso do presidente na TV, ficando revoltado contra a injustiça e impunidade. Exagera nesse lado bonzinho, nessa ânsia pelo correto, enquanto o roteiro cria uma rede de policiais e estratégias para incriminá-lo. O resultado é bem banal, e até difícil de engolir.

maridoseesposasHusbands and Wives (1992 – EUA) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

Woody Allen apresenta um formato diferente de seus filmes, um falso documentário sobre matrimônios, apontando problemas mais reais dos casamentos atuais. As inseguranças expostas sem julgamentos, os fatos são contados sem a busca pelo dono da razão. Maridos e esposas é divertido por ser tão real. E essa sensação de veracidade é intensificada pela câmera na mão, as tomadas tremidas. Dizem as más línguas que muitas das situações narradas foram vividas por Woody Allen, em seu casamento com Mia Farrow.

O filme começa com um longo plano-sequencia, câmera na mão, a imagem é mio suja e os personagens e objetos atrapalham um pouco a cena. Nessa cena estão os casais Gabe Roth (Woody Allen) e Judy Roth (Mia Farrow), e Jack (Sydney Pollack) e Sally (Judy Davis). São muito próximos, mas aquele encontro é para informar que Jack e Sally estão em processo de divórcio. A informação pega o outro casal de surpresa, causa estranheza.

A partir daí, o filme é narrado por depoimentos dos quatro, respondendo perguntas de um entrevistador, relembrando fatos. Tais depoimentos servem para resgatar todos os tipos de problemas comuns em matrimônios, como crises entre os casais, a atração dos homens por mulheres mais jovens, a busca de mulheres por outros amores, a briga entre ex-casados. Tudo tratado de maneira simples, em diálogos bem elaborados. E como na vida, o vai e vem leva cada um destes personagens ao seu rumo, cada qual com suas características e diferenças em personalidades. E seguem rumos que muitas vezes ninguém imaginaria. Traições, flertes, vidas amorosas expostas num belo filme de Woody Allen.

O Árbitro

Publicado: maio 26, 2002 em Cinema
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oarbitroThe Ref (1994 – EUA) estrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Na fuga de um assalto frustrado, um ladrão de joias (Denis Leary) sequestra um casal, em plena crise conjugal, no meio da noite de Natal. Mesmo sob sequestro, as brigas do casal seguem constantes, enlouquecendo, não só a família, como o próprio sequestrador. Dos problemas com a educação do filho, o antigo caso de Caroline (Judy Davis), a falência do restaurante até o empréstimo que a mãe de Lloyd (Kevin Spacey) concedeu a eles, tudo é motivo para intermináveis discussões.

É tudo tão fora de propósito, um humor tão descaído, e a repetição exaustiva do mote. Ted Demme dirige está comédia, sem sinais de humor. Considerava que o cumulo era a história dos policiais incompetentes, tão absurda quanto intragável. Mas a grande vencedora mesmo é a cena em que eles gravam o filme da TV sobre a gravação do assalto na mansão por não saberem mexer no controle remoto (ridículo).