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(2011)

O flerte da dupla de cineastas Juliana Rojas e Marco Dutra com o sobrenatural é evidente, pequenos mistérios surgem calados e uma simples infiltração na parede pode se tornar emblemática (quase uma cena de terror, bem conduzida). Porém, além de clima claustrofóbico bem inserido nada de muito relevante surgirá dele. São personagens desprovidos de entusiasmo, na visão dos diretores a classe-média paulistana é estressada, triste, desamparada, e completamente sem entusiasmo.

Helena (Helena Albergaria) está prestes a abrir um supermercado, ela carrega o peso do mundo sob suas costas (sabe-se lá porquê), praticamente acerta o negócio com o mesmo animo de uma ameba. Tudo bem, logo a seguir o marido perde o emprego (Marat Descartes) e o lado financeiro se complica, mas e antes de isso acontecer? E esse peso excessivo de desanimo assola totalmente aquele casal, não há vibração, não existe garra. Por outro lado, o filme traz bem essa situação de dois estranhos que dividem a mesma cama, já que cumplicidade não se encontra em todos os casais (além da sátira aos processos de seleção ridículos que alguns executivos tem que passar).

Trabalhar cansa, sim, sabemos disso, assim como da competitividade entre empresas e profissionais, mas criar algo te estimula, e com a força de vontade de Helena, não conseguiria vender um guarda-chuva em dia nublado. As pessoas tem problemas, muito problemas, algumas se desesperam, outras nem tanto, o drama deles é real, verdadeiro, está em condomínio, ainda assim, brasileiro tem essa coisa de sorrir mesmo nas desgraças, Rojas e Dutra triplicam o peso do mundo nas costas dos protagonistas e fica o sobrenatural só para dar uma temperada nessa narrativa arrastada.