Posts com Tag ‘Juno Temple’

Wonder Wheel (2017 – EUA) 

E lá vem Woody Allen, novamente, com outro filme inofensivo, mesmo quando trata de assuntos que tenham algum grau de relevância (no caso aqui há violência doméstica sendo tratada como rotina). O mundo romântico fantasioso de Magia ao Luar, e outros de seus filmes, ganha palco no apartamento de um casal que trabalha em Coney Island nos anos 50.

Essa é a vez de Justin Timberlake ser o narrador, de maneira didática e quase infantil. Ele é o salva-vidas, metido a escritor, no centro de um triangulo amoroso que envolve madrasta e enteada. Quase todos os seus diálogos possuem referência à tragédias da literatura, numa forma de Allen telegrafar os caminhos que sua trama deve tomar.

E nesse clima de amores intensos, fantasia de um parque de diversões, e vida financeira sofrida, vive a dramática e infiel garçonete (Kate Winslet) em toda sua intensidade dramática de dona-de-casa reprimida. Allen não se cansa de repetir os comportamentos de seus personagens, deixando claro e evidente o que virá a seguir. E assim, Roda Gigante gira lentamente, sempre em torno desse universo meio agridoce e encantado que o cineasta sempre retorna.

killerjoeKiller Joe (2011 – EUA) estrelaestrelaestrelaestrelaestrela_cinza

William Friedkin emprega um tempo a suas cenas que o desconforto e a tensão se tornam amigas inseparáveis, aliadas certeiras, causando estardalhaço no público. Uma familia destrambelhada, o filho (Emile Hirsch) convence o pai (Thomas Haden Church) a contratarem um assassino profissional (Matthew McConaughey, em grande atuação) para matar a mãe (e ex-esposa) e ficarem com o dinheiro do seguro. O matador quer o dinheiro, e também, uma noite de amor com a irmã dele (Juno Temple).

O clichê de confusão com seguro, arrependimento e outros planos maquiavélicos fica camuflado nessa direção inspirada de Friedkin, e em como McConaughey se coloca como impiedoso e focado em seus objetivos. A familia de marginais, o florescer de uma jovem virgem, Friedkin filme em detalhes, os diálogos se dividem entre inspirar e expirar, com maestria e bom gosto.