Posts com Tag ‘Kathleen Quinlan’

thedoorsThe Doors (1991 – EUA) estrelaestrelaestrela1_2estrela_cinzaestrela_cinza

A vida de um dos maiores astros do rock mundial contada por Oliver Stone. Jim Morrison (Val Kilmer), e seu ar de poeta da geração que transgrediu o mundo entre sexo, drogas e rock n’ roll, no estado mais letárgico possível. O roteiro é vago, repleto de lacunas, sem o menor esforço de compreender o biografado. Mais preocupado em agradar o público médio, dessa forma prende-se aos shows, viagens causadas pelo consumo de drogas, e a perversão sexual. Excêntrico e inteligente, Jim é retratado como um drogado contínuo cujas músicas fluíam com enorme facilidade.

O filme começa com Jim Morrison ainda garoto, e vê um acidente de carro, que marcou sua vida, a morte dos pais Um salto no tempo até a fase em que ele tem a ideia de formar uma banda com Ray Manzareck (Kyle MacLachlan). O relacionamento conturbado com Pamela Courson (Meg Ryan), o caso com a jornalista Patrícia Kennealy (Kathleen Quinlan), até a misteriosa morte numa banheira em Paris.

O temperamento explosivo, misturado com a fotografia de cores estourados, a todo momento Oliver Stone tenta captar indícios da sensação do Lagarto Rei sob as coisas, porém utiliza apenas o aspecto visual, concentrando em shows e acontecimentos mais conhecidos, sem nunca absorver realmente o personagem. Enquanto a abordagem é rala, a interpretação de Val  Kilmer é bárbara, incorporando totalmente o personagem, cantando bem, uma impressionante personificação do mito

 

 

 

assassinatoemhollywoodSunset (1988 – EUA) estrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Bruce Willis vivia aquela fase em que acreditava que poderia entrar em qualquer filme, até mesmo numa comédia, com ecos de western, dirigida por Blake Edwards. Ele encarna um grande astro dos faroestes de Hollywood, bon-vivant por excelência. Um produtor (Malcolm McDowell) quer levar aos cinemas a vida do delegado Wyatt Earp (James Garner) e o contrato como consultor técnico da produção.

Como a tônica geral dos filmes de Edwards são o caos humorístico, a trama arruma um assassinato de uma dona de boate, e coloca o ator e o delegado investigando o assassinato. Suspeitos inocentes (Dermot Mulroney), gangsteres, policiais corruptos, confusão por todos os lados. Se não fosse James Garner dar uma pequena aula de classe e requinte, o resultado seria ainda mais sofrível e afetado. “Foi tudo mais ou menos assim, tirando uma mentira ou outra…”