Posts com Tag ‘Kelly Reilly’

calvaryCalvary (2014– IRL) estrelaestrelaestrela1_2estrela_cinzaestrela_cinza

Primeira cena é um plano fechado, no rosto de um padre (Brendan Gleeson), dentro do confessionário, ouvindo um homem narrar seu passado, em que foi abusado sexualmente por um padre. O homem promete matar aquele que lhe está ouvindo, no próximo domingo, como forma de compensação.

Como o calvário desse padre. Afinal, ele conhece o homem, mas não sabe o que fazer com tal informação que coloca sua vida em risco. A seguir o roteiro segue a vida desse padre, desde as discussões com seus superiores, até pequenos relacionamentos com a comunidade. Grandes as pretensões do diretor John Michael McDonagh, tenta transformar esse padre cheio de modernidades (descobrimos que ele teve um passado obscuro antes da vocação, com filha suicida (Kelly Reilly) e outros detalhes) numa espécie de catalisador da maldade que aquela comunidade carrega.

McDonagh carrega em tantos personagens obscuros, uma forma de tentar criar suspense sobre a figura do homem que prometeu matar, mas é um artíficio tão em vão. O calvário do padre se torna uma visão demasiada negativa de McDonagh sob sua cara Irlanda. Como se todo o peso mundo caísse sob as contas desse homem, é muita vontade de condensar o mundo todo nessa figura alcoólatra e bem-humorada.

oenigmachinesCasse-Tête Chinois (2013 – FRA) estrelaestrelaestrela1_2estrela_cinzaestrela_cinza

O terceiro filme da trilogia é bem mais digno que o anterior (Bonecas Russas), por mais que o ritmo de vida da turma, que se encontrou em Barcelona e agora beira os 40, se aproxime da irregularidade de uma república de universitários. Parte é reflexo da realidade atual, dessa quebra com paradigmas de famílias extremamente estáveis. Porém, por outro lado, foi a forma encontrada pelo diretor Cédric Klapisch em lidar com humor e trazer alguma irreverência a seus personagens.

Nesse mundo reencontramos o escritos Xaiver (Romain Duris), e as mulheres que circudam a sua volta (Audrey Tautou, Cécile de France e Kelly Reilly). Temas da maturidade sob a forma do confuso, complexo e insconstante Xavier lidar. Filhos, divórcios, amigos em crise, mudar para outro país. Klapisch tenta brincar com a questão de visto nos EUA (green card, essas coisas), acerta em algumas piadas, nem tanto em outras (pelo exagero). Mas, até que consegue retomar um pouco do espírito do primeiro filme (O Albergue Espanhol), e tomara que, dessa forma, tenha fechado essa história, mas nunca se sabe.