Posts com Tag ‘Kevin Bacon’

x-menfirstclassX-Men: First Class (2011 – EUA) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

É muito competente esse prequel dirigido por Matthew Vaughn, quase tão bom quanto o melhor filme da franquia (X-Men 2). Ele consegue resgatar o início dos personagens, e não só explicar o que todos queriam saber (a rixa Magneto e Xavier, o porquê ele foi parar na cadeira de rodas), mas também definir o ponto de ruptura entre Mutantes e Humanos.

Tudo isso de forma intensa, com boas doses de humor, conflitos próprios entre cada personagem e atuações destacadas de praticamente todo o elenco (principalmente Michael Fassbender e James McAvoy, e também o vilão de Kevin Bacon). E ainda contextos históricos coerentes (Campo de Concentração Nazista, a crise dos misseis em Cuba). Praticamente um anti-farofa dos Vingadores, partindo de princípios parecidos, mas com muito mais história para contar.

 Where the Truth Lies, 2005 – EUA) 

O desejo de Atom Egoyan era fazer um filme noir, o desejo de Karen O’Connor (Alison Lohman)era desvendar um caso obscuro no passado de seus dois grandes ídolos. O desejo de Vince Collins (Colin Firth) é dinheiro para desfrutar da vida confortável a qual se acostumou. Já Lanny Morris (Kevin Bacon) não mudou muito com o passar do tempo, seus desejos ainda giram entre sexo, fama, e sucesso.

Egoyam inventou demais no seu filme noir, algumas coincidências no roteiro, mais atrapalham do que causam espanto ou ajudam (aliás são tantas que causam até enjôo). O clima ora parece bastante arranjado e ora surge perdido. E as insistentes narrações em off, teimam em considerar o espectador como incapaz de compreender a trama, além de oferecer um clima doce demais, quase uma fábula infantil.

O personagem interpretado por Colin Firth talvez seja o maior dos enganos estratégicos de Atom Egoyan. Todos os filmes dão maior visibilidade a personagens como o de Kevin Bacon, e Egoyan acaba caindo na vala comum quando poderia ter dado destaque a ótima composição de personagem feita por Firth. Um excelente trabalho para um tipo: comedido, mascarado, fraco e egocêntrico, Firth rouba cenas com seu falso-coadjuvante. Alison Lohman é linda, desfila sensualidade, Egoyam não lhe pede mais, poderia.

Toda seqüência de Lanny Morris cantando no hotel enquanto Vince faz um “servicinho” é bárbara, e acaba sendo a grande exceção a tudo. Fato é que esse lado negro do mundo artístico sempre desperta interesse, mesmo que as verdades não sejam tão inquietantes assim.

ohomemsemsombraHollow Man, 2000 – EUA) estrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

É fascinante a idéia de tornar-se invisível, possuir a liberdade de agir sem que ninguém veja seus movimentos. Imagine os bens e o males que ocorreriam dessa possibilidade. Sebastian Caine (Kevin Bacon) é o jovem cientista obcecado pelo projeto do Pentágono de tornar seres humanos invisíveis. Extremamente excêntrico e arrogante, não é visto muito bem por sua equipe. Em sua equipe ainda trabalha sua antiga namorada (Elizabeth Shue), pela qual ele ainda é apaixonado, mas ela mantém um relacionamento secreto com outro membro da equipe, Matt (Josh Brolin).

Abre-se espaço para o roteiro, e com ele todos os clichês que se possa imaginar, da pressão por resultados até a atitude extrema de Caine testar em si a experiência, sem esquecer da transformação do cientista em vilão, cujo fascínio da invisibilidade toma conta de si. Verhoeven perde a mão, mesmo em suas obsessões mais marcantes. No Brasil, a cena do estupro da vizinha foi cortada, mas o desejo sexual desenfreado ganha espaço enquanto o filme vai se desenvolvendo sob situações fora de propósito, atrapalhadas, até se tornar um decepcionante terror juvenil sem graça.

noembalodaamericaTelling Lies in America (1997 – EUA) estrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Nos anos 50-60 ocorreu um fenômeno nos EUA conhecido como american way of life. A classe média impulsionada por uma excelente fase financeira, que lhe dava alto poder de compra (principalmente eletrodomésticos, foi o grande boom da televisão) desencadeou um crescente na economia do país. Todos sonhavam e podiam comprar a casa, o carro, e muito mais. O diretor Guy Ferland conta a história de uma família húngara, migrando para os EUA pós- Segunda Guerra Mundial, uma história de vislumbre, de tentar mostrar o que não é, de mentiras.
Karchy Jonas (Brad Renfro) é um jovem idealista, sonhador, tentando se adaptar rapidamente ao estilo americano. Sonha em ser popular, mentir não é um problema ao tentar impressionar. Diney (Calista Flockhart) é a garota mais velha por quem se apaixona, mas o grande personagem influenciar é o DJ Billy Magic (Kevin Bacon), de quem Karchy se aproximada após um concurso no rádio. Sem escrúpulos, tem o estilo de vida que Karchy sonhava: dinheiro, garotas, fama (pelo menos é o que ele vende de sua imagem).

Se o filme tem algo de positivo é a abordagem no lado obscuro da música, negociatas, jabás, contratos de gravadoras explorando bandas novas. De resto é um filme tentando explorar a moral do mentir-nunca-dá-certo, com uma fraca atuação de Renfro e a previsibilidade de um roteiro nada inspirado.