Posts com Tag ‘Keyra Knightley’

Official Secrets (2019 – EUA)

Um pouco da história de Katharine Gun (Keira Knightley), uma tradutora de mandarim da agência britânica de segurança nacional, que tomou coragem de trair os procedimentos e vazar à imprensa um memorando secreto que entregava mentiras do primeiro-ministro britânico quanto a posse de armas de destruição de massa por parte de Saddam Hussein, não justificando assim a Guerra do Iraque.

Dito isso, e toda a coragem de seguir seus princípios, e arcar com as consequências, Gavin Hood transforma essa história num thriller político banal, apenas preocupado em reconstituir a história, o julgamento, e os trâmites jurídicos. Um filme preguiçoso que facilmente poderia ser substituído por um bom artigo de algum órgão de imprensa.

ojogodaimitacaoThe Imitation Game (2014 – Reino Unido) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

É tamanha a preocupação com recriar a época, gravar nos locais onde se passaram os fatos, usando as máquinas originais da Segunda Guerra, e outras purpurinas que o cineasta norueguês Morten Tyldum esquece do cinema. O filme é quadrado, esquemático, racional, quadrado, consequentemente chato. Alan Turing (Benedict Cumberbatch), o pai da computação, é interpretado com todo refinamento, o tom correto para um matemático homossexual que precisava esconder sua opção sexual (proibida por lei na Inglaterra na época). Cumberbatch dosa esse refinamento com pitadas de humor e toda a estranheza antissocial de um típico gênio da matemática. O problema está longe dele, ou da história “que precisa ser contada”.

Os coadjuvantes que não tem peso algum (Kiera Knightley, Mark Strong e etc), a trama narrada nessa cortina de zelo com questões técnicas oferece como resultado um quase telefilme de tão contido e funcional. Demasiadamente narrativo para um grupo notável que através da criptografia desvendou os códigos secretos alemães e modificou os rumos da Segunda Guerra Mundial.

Seeking a Friend for the End of the World (2012 – EUA)

A diretora Lorene Scafaria fez aqui um romance inesperado trazendo o tema (tão em voga) do fim do mundo, para um amor a surgir, na reta final da existência terrestre, é, no mínimo curioso. É quase uma comédia romântica, Steve Carrel faz o sujeito com cara de bonzinho largado pela esposa quando confirmado que o mundo acabará em 14 dias. Nesse intervalo melancólico conhece a vizinha, mais jovem e maluquinha (Keyra Knightley), que está terminando seu namoro.

O fraco da história é o mote que faz os dois saírem numa aventura pelos EUA em caos, as cartas e declarações de um antigo amor mereceriam algumas ligações telefônicas e não uma expedição com uma desconhecida carregando alguns vinis a tiracolo. Mas, afinal, estamos falando do fim do mundo, as pessoas não devem usar o bom senso numa situação dessas, e é nisso que aposta Scafaria.

Nesse mundo caótico e sem esperanças nasce o que o filme tem de melhor, a relação entre os protagonistas. Essa coisa de querer ajudar e resolver o problema do outro, quando, na verdade, seu interesse é se jogar nos braços e viver a intensidade do coração batendo. De alguma forma, ambos buscam uma redenção mais particular com seus familiares, com portas abertas no passado de cada um (ele em busca do amor do perdido, da relação com o pai; já ela, de voltar à Inglaterra nos braços da família). Porém, muitas vezes, é momento de largar os compromissos sociais e focar no seu verdadeiro desejo, e a bonita e altamente melancólica cena final resume isso e fecha bem o filme.