Posts com Tag ‘Kiyoshi Kurosawa’

Creepy

Publicado: novembro 26, 2016 em Cinema, Festivais no Radar
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creepyCreepy (2016 – JAP) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

Thriller psicológico travestido de filme policial, o novo trabalho de Kiyoshi Kurosawa mostra a elegância (assim como em seu outro filme deste ano, O Segredo da Câmara Escura) que combina perfeitamente com a brutalidade de crimes e outras cenas chocantes. Um dos expoentes do J-horror (cinema de terror japonês) deste século, o cineasta nipônico parece aprimorar, a cada filme, essa proximidade com o arthouse (que já demonstra quando não está em filmes de gênero).

A história é a de um casal, ele ex-policial e agora dando aulas, atormentados pelos comportamentos estranhos (o creepy do título  do vizinho. Entre a simpatia e a tendência a serial killer, a narrativa conduz ao público a um jogo de incertezas e atmosfera sufocante enquanto um hediondo, e não explicado, crime antigo também vem à tona. É verdade que o roteiro tem seus momentos questionáveis pela metade da história, mas retoma uma força vital no terço final, capaz de condensar toda aquela atmosfera de thriller em sequencias de tirar o folego.

osegredodacamaraescuraLa Secret de la Chambre Noire / Daguerrotype (2016 – FRA) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

Entre o romântico e o fantástico, com toques de suspense hithcockiano, o diretor japonês Kiyoshi Kurosawa vai à França filmar a intrigante história do fotógrafo (Olivier Gourmet), de moda, que larga o sucesso para trabalhar numa antiga técnica de fotografia. Antigamente, acreditava-se que os daguerreótipos poderiam tornar eterna a alma da pessoa presença na foto.

O personagem central é o assistente do fotografo (Tahar Rahim) que não compreenda as razões as quais o viúvo vive recluso no casarão, num misto de obsessão e incompreensão contínua. A trama guarda casais apaixonados, especulação imobiliária que agita os ânimos mais ambiciosos. Kurosawa peca um pouco no ritmo narrativo, dá foco demais na lenga-lenga do interesse pela compra da casa, quando o melhor do mistério está na relação entre casais e nos aspectos sobrenaturais, e em toda delicadeza com que o cineasta conduz as relações amorosas ou sociais. Um trabalho bonito, porém imperfeito.

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Kishibe No Tabi / Journey to the Shore (2015 – JAP) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

O cinema de Kiyoshi Kurosawa está sempre margeando a morte. Seja por meio de filmes de terror alucinantes, ou até mesmo melodramas açucarados. E dessa segunda classe de filmes que nasce a trama desse filme. Mortos habitando o planeta, tal como os vivos (que não percebem como diferenciá-los). Kurosawa narra em tom de novela da tarde, tudo muito sereno, tudo muito explicadinho.

No centro um casal, ele desapereceu há três anos. E ressurge, ela o segue ao encontro de outros mortos que ele ajuda a se resolvererem, antes de partirem definitivamente. O tom adocicado, como sacarina, é muito parecido com Sabor da Vida (também presente na Mostra SP), de Naomi Kawase. O casal se envolve com cada grupo de personagens que encontra, sente na pele os dramas das perdas individuais, dos problemas pessoais que precisam ser resolvidos para que as almas sigam para outro plano. É de uam sensibilidade tão explícita quanto monótona.

O Sétimo Código

Publicado: setembro 8, 2014 em Cinema
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osetimocodigoSeventh Code / Sebunsu Kôdo (2013 – JAP) estrelaestrelaestrela1_2estrela_cinzaestrela_cinza

Depois que a primeira impressão se dissipa (de uma maluca que viaja do Japão a Vladivostok, só para encontrar o cara que a chamou para sair uma vez), fica mais nítido o quê de mangá. A heroína (Atsuko Maeda) que passa fome, mas segue persistente atrás do japonês da máfia russa (Ryôhei Suzuki). A trama, aparentemente, simples, e a curta duração, são um convite ao público ser enganado/surpreendido.

Se voce não cai nessa, resta mais um filme com estilo de Kiyoshi Kurosawa, moderno e dinâmico, um dos ícones de uma cinema japonês moderno que usa violência, com inteligência, realiza filmes que flertam com ação e suspense, mas entrega suas maluquices (que podem ir do sobrenatural, ao mundo dos mangás).