Posts com Tag ‘Krzystof Kieslowski’

aduplavidadeveroniqueveroniqueLa Double Vie de Véronique (1991 – FRA/POL/NOR) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

Não consigo vê-lo como uma obra-prima, e sim um filme-preparação para a Trilogia das Cores. Krzystof Kieslowski testava muito do que seria visto logo a seguir, imagens refletidas em objetos, a música clássica, o tipo de drama, o tom de forma geral. Nessa intrigante história de duas mulheres (Irère Jacob), nascida ao mesmo tempo (em Paris e em Varsóvia), parecidíssimas fisicamente, e com uma espécie de ligação cósmica.

As duas se entregam ao amor, vivem ao redor da música, mas fazem escolhas diferentes que nos remetem ao “e se escolhêssemos esse outro caminho”. Amor, morte, desejo, tão diferentes, ainda assim podem se posicionar tão próximos, numa linha limítrofe quebrável facilmente. O especial é como Kieslowski narra a história do duplo, essa carga de dramático e artístico, essa ligação que sai da coincidência, quando a forma é mais importante do que o resultado final.

Primeiro Amor

Publicado: junho 27, 2007 em Cinema
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Claquete (curta)

Se não fosse a assinatura o curta estaria engavetado num canto qualquer pela simples desimportância de existir. É uma brincadeira, bem ao estilo molecagem adolescente, formado unicamente de cortes diversos logo após a batida da claquete, marcando alguns erros de filmagem. Nada demais, nada de importante, uma divertida e tola molecagem.

primeiroamorPrimeiro Amor (Pierwsza Milosc, 1974 – POL) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

Gravidez na adolescência. Abortar ou assumir o filho? Casamento? Tantas dúvidas e incertezas, Kieslowski novamente com primazia disseca um tema cheio de dissabores, a precisão com que trata cada emoção, cada preocupação e cada incerteza nos momentos do casal (juntos ou em separado) são de veracidade e preciosidade latentes. A ligação aos prantos para a mãe, os conselhos contra o casamento e a possibilidade de sustentar uma família, o amor adolescente que acredita não haver barreiras intransponíveis e nem dificuldades tão complexas. Quanto mais jovem, mais acreditamos no ser possível, e realmente é, que as dificuldades existam, e Kieslowski está ali como observador apenas permitindo que tudo aquilo seja relatado com dose certa de emoção e um grande espaço para a esperança.