Posts com Tag ‘Kyle MacLachlan’

veludoazulBlue Velvet (1986 – EUA) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

Uma orelha encontrada num terreno baldio por um jovem que prima pela curiosidade, uma cantora de boate sofrendo nas mãos de um sádico, uma rede de corrupção policial envolvida com tráfico. Numa daquelas cidades do interior dos EUA, onde as casas não têm muros e há flores espalhadas por todos os cantos,a persona repugnante do sádico Frank Booth (Dennis Hopper) é o líder de uma gangue de arruaceiros que aterroriza a pacata cidade. O excêntrico viciado é comovido pelas canções de Roy Orbinson, mas é o veludo azul que lhe desperta incontroláveis desejos sexuais.

A cantora Dorothy Vallens (Isabella Rossellini) é sua refém sexual, a relação baseada no masoquismo, no puramente bizarro. O curioso Jeffrey Beaumont (Kyle MacLachlan) encontrou a tal orelha e decide investigar clandestinamente após ser incentivado por Sandy Williams (Laura Dern). Acaba ligado a Frank e Dorothy, apaixona-se por ela, que também se sente atraída pelo jovem. Suspense pouco convencional nas mãos do sempre intrigante David Lynch, entre cenas extravagantes há uma curiosa bipolaridade entre o moralismo da sociedade e a bizarrice.

Tudo com um forte cheiro de noir, misturado com cores fortes e o recorte pessoal de Lynch. A superficialidade de algumas sequências é combalida pela inventividade de tomadas delirantes e fabulosas, por mais que a trama siga com poucas surpresas efetivas. Ambíguo, heterogêneo, nos limites do provocante, críticas seladas pelo simbolismo, parece encaixar-se perfeitamente na obra de Lynch, não o bastante para que possa ser unanimidade.

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thedoorsThe Doors (1991 – EUA) estrelaestrelaestrela1_2estrela_cinzaestrela_cinza

A vida de um dos maiores astros do rock mundial contada por Oliver Stone. Jim Morrison (Val Kilmer), e seu ar de poeta da geração que transgrediu o mundo entre sexo, drogas e rock n’ roll, no estado mais letárgico possível. O roteiro é vago, repleto de lacunas, sem o menor esforço de compreender o biografado. Mais preocupado em agradar o público médio, dessa forma prende-se aos shows, viagens causadas pelo consumo de drogas, e a perversão sexual. Excêntrico e inteligente, Jim é retratado como um drogado contínuo cujas músicas fluíam com enorme facilidade.

O filme começa com Jim Morrison ainda garoto, e vê um acidente de carro, que marcou sua vida, a morte dos pais Um salto no tempo até a fase em que ele tem a ideia de formar uma banda com Ray Manzareck (Kyle MacLachlan). O relacionamento conturbado com Pamela Courson (Meg Ryan), o caso com a jornalista Patrícia Kennealy (Kathleen Quinlan), até a misteriosa morte numa banheira em Paris.

O temperamento explosivo, misturado com a fotografia de cores estourados, a todo momento Oliver Stone tenta captar indícios da sensação do Lagarto Rei sob as coisas, porém utiliza apenas o aspecto visual, concentrando em shows e acontecimentos mais conhecidos, sem nunca absorver realmente o personagem. Enquanto a abordagem é rala, a interpretação de Val  Kilmer é bárbara, incorporando totalmente o personagem, cantando bem, uma impressionante personificação do mito