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Nasce uma Estrela

Publicado: outubro 17, 2018 em Cinema
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A Star is Born (2018 – EUA) 

Já é a quarta versão no cinema da mesma história, mas há sim algo que explica a repetição. Afinal, são personagens midáticos, e de tempos em tempos, com a mudanças da tecnologias e da importância de cada mídia, uma atualização oferece um frescor a cada uma das versões. As primeiras saíram do cinema, os protagonistas eram atores, as mais recentes cantores. E nesse tempo, a relação da mídia e do público mudou tanto, que mesmo a história de sempre, da moça que se apaixona pelo famoso que está em decadência, enquanto ela em ascenção na carreira, oferece a possibilidade de filmes diferentes em si.

Dessa vez é o ator Bradley Cooper o responsável por dirigir e protagonizar, a história é de um cantor de rock, que já não vive sua melhor fase e sofre ccom consumo de álcool e drogas, e se apaixona pela garçonete que sonha ser cantora (Lady Gaga). O primeiro destaque é realmente a direção de Cooper, sempre fugindo da maeira óbvia de narrar sua história, os diálogos são longos, muitos travelings que circulam entre o rosto e a nuca dos personagens, a presença de cores fortes.

De outro lado, temos a adição do mestre que dá espaço para a aprendiz, mas ela acaba partindo para um outro caminho na carreira oposto ao de seu mestre. Estilos musicais diferentes, a sensação de não pertencimento, por mais que o amor seja tão forte. Nisso, Gaga talvez represente muito de sua própria carreira, a musica erudita que se torna cantora pop. Enquanto isso, Cooper constrói um personagem entorpecido, apaixonado também, mas tão sereno dentro de sua dependência, que só um Oscar servirá para representar a grata supresa de seu trabalho.

Além de coadjuvantes com momentos especiais, o pai dela, o irmão dele. Mas, principalmente, Nasce uma Estrela consegue dialogar com o fã de música de hoje, é um filme mais focado no palco e nos bastidores do que propriamente nas brigas de casal. Cooper nos traz para dentro do palco, para as fragilidades dos personagens, e assim nos entrega um dos destaques do ano.


Festival: Veneza 2018

Mostra: Competição

MachetemataMachete Kills (2013 – EUA) estrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

O charme do filme anterior, e de boa parte dos trabalhos de Robert Rodriguez é o estilo que se impõe com virilidade e humor. Homens másculo e imorríveis, mulheres lindas com suas metralhadoras, sangue jorrando por todos os lados. A questão é encontrar o limite. Quanto o público tolera dos acontecimentos impossíveis, da imortalidade do protagonista, dos excessos de personagens e diálogos? Pelo fracasso desse segundo capítulo (que já prometeu um próximo, no espaço) esse limite existe, e Rodriguez o ultrapassou.

A trama envolve do presidente dos EUA até chefes da máfia mexicana, incluindo um muro que fora criado entre EUA e México para evitar a invasão dos ilegais. De resto, uma constelação de estrelas entrando e saindo de cena em sequencias mirabolantes, e que não repetem o charme e humor de outrora. Coisas como “Machete não twita” não funcionam tão bem e o descrédito desse filme é certo.