Posts com Tag ‘Lenny Abrahamson’

oquartodejackRoom (2015 – EUA) estrelaestrelaestrela1_2estrela_cinzaestrela_cinza

O mais curioso é como o cineasta indie, Lenny Abrahamson (seu último trabalho foi o estranho e interessante Frank), conseguiu emplacar seu filme com tamanho destaque. Afinal, são 4 indicações ao Oscar, sendo que a vitória de melhor atriz (Brie Larson) é certa. O filme tem essa mistura de thriller, com toques de ternura, na relação mãe e filho, e a dosagem dessa tensão e doçura parecem ter agrado em cheio.

Mãe (Brie Larson) e filho (Jacob Tremblay) por anos trancados num cubículo, cativeiro onde são mantidos sequestrados, se bem que foi ali que o garoto nasceu, nunca saiu. Por isso, seu mundo é aquele, a tv se coloca como mera fantasia, no seu mundo só existe aquele pequeno quarto, sua mãe, e o homem que traz as coisas e dorme com sua mãe à noite. Já vimos escândalos recentes, desse tipo de sequestro, famílias vivendo escondidas do mundo por décadas. E é fácil sensibilizar-se pelo drama daquela mãe.

P que Abrahamson faz bem é explorar aquele quarto, enquanto pontua a rotina de mãe e filho. Do ambiente claustrofóbico aos momentos de ginástica, da alfabetização à agressibvidade do intruso agressivo que faz o garoto se trancar no armário. Na segunda metade, a trama parte ao melodrama, o peso do sequestro na cabeça dos envolvidos. E, se torna um filme comum, um drama que perde a potência e se esguera pela boa atuação de Brie Larson (que já se destacara em Short Term 12). O resultado final é irregular, e até imcompreensível de tanto destaque.

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frankFrank (2014 – IRL) estrelaestrelaestrela1_2estrela_cinzaestrela_cinza

Há a quantia exata de estranho e pop necessária para uma banda despertar interesse via youtube, até ir parar no SXSW para tocar. Esse tal indie, desconexo, e ainda assim cativantemente pop. E há ainda o vocalista, Frank (Michael Fassbender) que não mostra o rosto, ao invés disso usa uma cabeça de boneco gigante, 24h/dia.

O filme dirigido por Lenny Abrahamson é, e não é, sobre a nova cena do rock, a relação sucesso x mídias sociais. O filme é sobre seus personagens, e eles passam um tempo, numa casa de campo, para gravar seu primeiro, e experimental disco. O jovem tecladista Jon (Domhall Gleeson) caiu de paraquedas ali, Sua veia nerd-pop não combina com o restante doa grupo, principalmente com a irritadiça (Maggie Gyllenhaal), mas Frank tem esse dom, quase pueril, de aglutinar pessoas, com uma doçura que não encaixa com o tipo de som que produz.

O roteiro é baseado em experiências vividas pelo próprio roteirista, Jon seria um ater-ego seu. Prefiro achar que o mote central não é Frank, pois sua perturbação mental tiraria o brilho do que há de melhor, e sim Jon e seu amadurecimento, as transformações. Porque é impressionante como ele é esnobado por todos, e ainda assim consegue trilhar os caminhos da banda até o SXSW, culminando com os desfechos de cada um dos integrantes. Frank carrega o peso da liderança, do excêntrico, mas é Jon quem dialoga com o novo público, mesmo se a ele falte o mais importante: talento musical.

Nicole+Kidman+Nicole+Kidman+Films+Grace+Monaco• A próxima edição do Festival de Cannes terá como filme de abertura: Grace: A Princesa de Mônaco“, dirigido pelo francês Olivier Dahan [Uol Cinema]

• Martin Scorsese sendo entrevistado por Paul Thomas Anderson sobre O Lobo de Wall Street [Indiewire]

• Sundance 2014: difícil encontrar unanimidades e grandes destaques, um com alguns elogios foi Frank, dirigido por Lenny Abrahamson [Hollywood Reporter] [Telegraph] [Indiewire]

• E falando em cinema independente, vale ressaltar que ontem começou mais uma edição do Festival de Tiradentes, os independentes nacionais [Tiradentes]

• Quando Eu Era Vivo, trailer do filme de terror dirigido por Marco Dutra, com Marat Derscartes e Sandy, que estreia na próxima sexta-feira, e que está em Tiradentes essa semana [Youtube]

• Tarantino: roteiro do próximo filme vazou e ele resolveu desistir de tudo [Uol Cinema]

• Encerrando com esse trailer alternativo do filme Ela (de Spike Jonze), o cara trocou a voz de Scarlett Johansson por trechos de falas de Philip Seymour Hoffman. Great! [Vimeo]