Posts com Tag ‘Lindsay Lohan’

thecanyonsThe Canyons (2013 – EUA) estrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Esse papo de intrigas e perversão em Los Angeles já cansou, mas Paul Schrader não está dando bola para esse desgaste não. Ele prova que acredita piamente que pode transformar um daqueles telefilmes B, com apelo erótico explícito, que preenchem horários sem audiência alguma da tv, e tornar uma obra verdadeiramente artística. Fica só na impressão, intrigas envolvendo poder e sexo, com tom de mistério e um psicopata estão fadadas a estes horários das madrugadas televisivas.

Schrader até começa bem com o jogo de câmera e os planos fechados nos dois casais num restaurante, o problema é o conteúdo da conversa que mostra todos os sinais e cacoetes dos personagens. O arrogante, dominador e pervertido James Deen e sua namorada, Lindsay Lohan, objeto para uso a seu bel-prazer. A trama se desenvolve de maneira sofrível, com segredinhos e paixonites, enquanto um vilão mimado tenta se tornar um psicopata, e Schrader tenta nos convencer a se importar com tudo isso. Com bom uso da câmera e dos ambientes, mas causando náuseas a cada diálogo.

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Mean Girls (2004 – EUA) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Por mais que o diretor Mark Waters não fuja da estrutura de comédia-teen-para-garotas, seguindo a risca a cartilha, incluindo os clichês (românticos, ou não) como baile de formatura e tudo mais, há algumas curiosidades que oferecem uma “sobrevida” no resultado final de Meninas Malvadas. E vão além do tom “maléfico” cuja proposta principal tenta incorporar para manter o humor.

Tina Fey participa, como Tina Fey, mas seu roteiro (adaptado de um livro) tem sacadas fora do comum. Por exemplo, na divisão do refeitório por turmas, com interesses comuns, que estão sempre juntas – os esportistas, as patricinhas, os cdf’s. Toda a sistemática da vida social escolar está baseada na relação entre esses grupos, e quando a protagonista tenta se adaptar a dois deles, sofre por sua ingenuidade passando por uma transformação que nem ela percebe estar acontecendo.

Outro ponto é de como o filme serviu de catapulta para tantas atrizes, afinal temos Lindsay Lohan, Rachel McAdams e Amanda Seyfried. Cada um delas com seu nome no estrelato, aqui apenas adolescentes loirinhas aprontando para se manterem populares, ou conseguirem respeito dos colegas, e os namorados dos sonhos. As altas doses de exagero, em todas as situações, fazem parte da cartilha do gênero, tornando o filme para um nicho específico, grande tolice, mas que acerta no público-alvo.