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That Thing You Do! (1996 – EUA)

Tente tocar That Thing You Do, hoje, e certamente todos reconhecerão, vão cantar o refrão, se empolgar. A balada contagiante que aqui funciona para narrar a história de uma banda de um único sucesso (música composta para o filme), é sucesso, virou popular. Em sua estreia na direção, o consagrado Tom Hanks revive seu início de carreira e apresenta um filme essencialmente pop. E faz isso com uma qualidade rara, cinema comercial tão bem conduzido e tão bem pensado como produto, que transforma sua música em atemporal, que mantém humor e até personagens com gostos mais apurado, sem que o público deixe de se identificar com tudo aquilo que está sendo exibido.

Tom Everett Scott assume o papel de seu alter-ego (tipo físico e estilo de interpretação), Liv Tyler graciosa e romântica ajuda a criar a carga romântica, e a efervescência musical (aliada a coadjuvantes como o porteiro do hotel, ou o produtor interpretado pelo próprio Hanks) da época dos Beatles completa essa comédia musical leve, pop, e simplíssima. Não precisa ser gênio, basta ter bom gosto e algo marcante, aqui, tão marcante, que é até o título original.

The Ledge (2011 – EUA)

Sabe aqueles filmes em que voce se divide, quer gostar e não consegue. Não quer gostar e acaba gostando. Cria um dilema. Não há nada de especial, pelo contrário a direção de Matthew Chapman é como manda o figurino, takes médios, sem nenhuma marca autoral, o filme é totalmente focado em contar uma história, um triangulo amoroso. E ainda incorporar fortemente o tema religioso, um pragmático-racional (Charlie Hunnam) e um católico fervoroso (Patrick Wilson) colocam suas opiniões, nunca chegam ao convencimento, e ainda acabam disputando o coração de uma mesma mulher (Liv Tyler). Incorpore ainda homossexualismo e fé, passados trágicos, tudo para carregar nas cores dramáticas (desnecessário, o mote religioso e o triangulo amoroso sustentam bem a história).

Acho que esse é o dilema, seria um filme banal porém eficiente, os adjetivos que a trama desenvolve além trazem carga, porém pouca relevância efetiva. Acaba pesando contra, e ainda há a vida particular do policial (sim, temos um policial (Terrence Howard) com sérios problemas domésticos tentando evitar um suicídio, e os problemas dele atravancam o flashback que explica as razões do suicida estar à beira de pular daquele prédio). Parece confuso, na verdade não é, o resultado é como uma garota que abusou um pouquinho na maquiagem, mas não chega a parecer um pavão. A verdade é que o triangulo amoroso te envolve, sem cenas inesquecíveis de romantismo, porém ele está lá, e isso até consegue fazer a diferença.