Posts com Tag ‘Mads Mikkelsen’

En Kongelig Affære / A Royal Affair (2012 – DIN)

Com uma primeira metade bem humorada e narrativa envolvente, o diretor Nikolaj Arcel vai além da chamuscada e clássica narrativa dos filmes de época. Não faltam amores clandestinos, planos para dar o golpe no trono, invejas e maluquices do rei. Tudo com saber deleitável, mesmo o clichê da chegada da rainha (Alicia Vikander) naqueles casamentos arranjados pela realeza.

É o reino da Dinamarca sendo contaminado pelo Iluminismo, os conservadores e burgueses enlouquecidos com sua importância colocada de lado. No meio desse período transformador o médico Johann Friedrich Struensee (Mads Mikkelsen) vive o amor proibido dentro do castelo governado pelo frágil e excêntrico rei Christian VII (Mikkel Boe Følsgaard).

A Caça

Publicado: outubro 9, 2012 em Cinema, Mostra SP
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Jagten / The Hunt (2012 – DIN)

Não me lembro de um filme de Thomas Vinterberg capaz de fazer o público se colocar tanto numa situação, imaginar que aquele “absurdo” poderia se passar com qualquer um, e, principalmente, as consequencias dos julgamentos e pré-julgamentos. Um professor de jardim da infância (Mads Mikkelsen) acusado de abuso sexual de menores, como se livrar do estigma que a acusação traz? É possível ser inocentado, mesmo que seja inocente?

Vinterberg, com uma direção bastante sóbria, oferece um filme tão convencional quanto realista. O foco acaba se sedimentando nas relações, antes a comunidade harmonica, e depois o grau de envolvimento e revolta de cada um. A desconfiança de quem, até então, era amigo íntimo. A destruição familiar por uma “simples” acusação, Vinterberg explora esse lado humano de destruir sem estar seguro, promove a carnificina social gerada pela revolta da desconfiança.

A caça ao homem é de julgamento tão dúbio quanto fazer acreditar que uma bobagem de criança é a mais pura verdade irrefutável. O pré julgar, a reação exacerbada de alguns, o absurdo está presente na sensação do público que está enxergando a veracidade dos fatos, Vinterberg deixa espaço para extrapolar e se colocar também no lugar dos que julgam, horrorizados, os atos de um homem, tão presente naquela sociedade. Estamos sempre sendo julgados, essa é a verdade.

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