Posts com Tag ‘Maïwenn’

Meu Rei

Publicado: setembro 22, 2016 em Cinema
Tags:, ,

meureiMon Roi (2015 – FRA) estrelaestrelaestrela1_2estrela_cinzaestrela_cinza

A diretora Maïween não esconde as proximidades autobiográficas do filme com seu relacionamento com Luc Besson (quando ela tinha quinze anos). Por isso, a carga sentimental que carrega o filme todo é bem forte. Narrado em dois tempos diferentes, o presente traz Tony (Emanuelle Bercort – ganhou melhor atriz em Cannes 2015) se recuperando de um acidente. A dor e o sofrimento da recuperação formam paralelo a degradação de sua alma e coração, narrada no longo flashback que constrói seu relacionamento com Georgio (Vincent Cassel).

Intensidade e instabilidade são a tônica do relacionamento. Entre os altos e baixos, um amor destrutivo, que corrói os corpos enquanto ilude os sentimentos. Dessa forma que Maïween tenta se libertar dos fantasmas de seu passado. Como cinema, é um filme de poucas alternâncias, e uma trama que conhecemos amplatamente após ter sido tantas vezes explorada. Os dois momentos da narrativa estão apenas interligados pela consequências, mas não chegam sequer a ter representatividade como conjunto.

Polisse

Publicado: abril 17, 2012 em Uncategorized
Tags:

Polisse (2011 – FRA)

E agora é a vez do cinema-verdade, ação no melhor estilo dos noticiários policiais, o dia-a-dia do departamento de polícia especializado em caso de menores (abusos, estupros, e etc). Num esquema reality-show e câmera na mão, a atriz e cineasta Maïwenn sai em busca da rotina desses policiais responsáveis por casos tão fáceis como de um pai que molesta sua filha de cinco anos. Se, por um lado, o mundo caótico desses policiais (tanto no trabalho, quanto na vida real) é mostrado de forma, digamos “próxima da realidade”, por outro a necessidade de se inserir no filme faz com que a diretora crie a personagem de uma fotógrafa que não demonstra razão nenhuma a existir.

Essa presunção é vital ao filme, tal qual do garoto que faz o jogo de futebol dos amigos terminar porque ele não foi escolhido e a bola lhe pertence. Polisse nos prende, até nos faz emocionar, não é para menos, são crianças e maus-tratos inconcebíveis, de outro lado os que zelam pela proteção se mostram extremamente frágeis, instáveis, alguns até aparentemente incapazes de manter a sanidade. O meio os deixou assim? Nunca saberemos, o filme está mais preocupado em causar mais motivos para que a diretora ocupe mais e mais espaço no filme, com seu personagem inócuo e desinteressante.