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espetacular-homem-aranha2The Amazing Spider-Man 2 (2014 – EUA) estrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Sam Raimi foi errar a mão no terceiro filme, e foi o bastante para o estúdio decidir recomeçar a franquia do zero. Marc Webb só precisou de dois filmes para estragar tudo, essa rapidez deve ser uma façanha. Exagero é a tônica desse segundo capítulo, a começar peloa duração e a quantidade de vilões com super-poderes, não há espaço o bastante para os três e ainda contar a história da vida particular de Peter Parker (Andrew Garfield).

O homem-aranha vive o dilema da promessa, feita ao pai da moça que ama, de que iria se afastar dela, Gwen (Emma Stone). Enquanto isso reencontra o velho amigo Harry Osborn (Dane DeHaan), e ainda enfrenta Electro (Jamie Foxx) e Rino (Paul Giamatti). O peso da culpa versus o amor flamejante é a parte mais promissora da história, por mais que as visões do “sogro” sejam bem didáticas. Parker ganha dinheiro com fotos do Homem-Aranha, mas isso só ganha menção, enquanto a crise do relacionamento se intensifica, alguns vilões surgem para animar Nova York e a vida do aracnídeo protetor da cidade. Essa grandiosidade (chega a lembrar o Batman de Nolan) não combina com esse jeito moleque e atrapalhado de Parker, o humor também não chega aos pés do Homem de Ferro, e o filme fica perdido nessa adolescência tardia.

The Amazing Spider-Man (2012 – EUA) estrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

E lá vem a repaginada na história do Homem-Aranha, capitaneada pelo cineasta Marc Webb. O filme comprova a tese de que era desnecessário recomeçar a saga do Aranha, já que os filmes anteriores, de Sam Raimi, são tão recentes (aliás, os dois primeiros tão bem sucedidos) e por isso ainda guardados, fresquinhos, na memória. Por mais que os especialistas em HQ afirmem que essa versão, se coloca, bem mais fiel à história de Peter Parker.

Webb deixa Peter (Andrew Garfield) mais moderno, menos inocente. Ele continua tímido, atrapalhado, mas anda de skate, está mais conectado a juventude moderna onde não há tantos bobinhos quanto há alguns anos. É na atitude de Peter que os filmes se diferenciam tanto, a história de amizade, de amor, eram ingênuas, prendiam melhor o público que se sentia cativado pelos personagens.

Neste exemplar a edição é mais ágil, não temos tempo para muita coisa, melhor realizar o romance rapidamente, deixar os mais próximos descobrirem quem é  Homem-Aranha, nada de perder tempo com dilemas e segredos. Fora isso, é claro que, a evolução dos efeitos especiais oferecem novas possibilidades visuais. Ainda assim, se a trilogia anterior era muito coração, essa aqui é mais razão e entretenimento.