Posts com Tag ‘Marcia Gay Harden’

magiaaoluarMagic in the Moonlight (2014 – EUA) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Um filme novo, de Woody Allen, a cada três anos. Já venho falando nisso há anos, agora vou lançar a campanha. Quem sabe ele não se sensibiliza e amadurece melhor suas ideias. Ele voltou ao mundo da burguesia, dos romances fofos, dos roteiros desenvolvidos a partir de 2-3 ideias de cenas (nada me tira da cabeça que a cena final foi chave, de onde grande parte da trama começou).

Mágicos e médiuns, o imaginário humano pelo oculto, pelo indecifrável. Sophie (Emma Stone) é a bela jovem que tem visões, conversa com mortos, descobre segredos. Para descobrir seus truques e provar ser uma charlatã é convocado Stanley (Colin Firth), ilusionista respeitado em Londres. Filme de época, na França, belos casarões e vestidos, milionários e o charme de um cético racional. Woody Allen filma mais uma daquelas histórias para se assistir enquanto arruma o quarto, se prepara para dormir, dando uma olhadela na tela da tv, sem muita importância. Seu filme tem estilo, algumas ideias, e uma história que faça tudo isso se encaixar.

parklandParkland (2013 – EUA) estrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

E lá se vão 50 anos da morte do presidente dos EUA, John F. Kennedy. Momento propício para jogar para o público mais uma revisão dos fatos que marcaram o assassinato, em pleno desfile a carro aberto, pelas ruas de Dallas. Contudo, o filme dirigido por Peter Landesman não poderia ser mais insignificante, em cima do muro escondido atrás de diálogos frágeis e melodramáticos.

Falsamente dando visão privilegiada ao hospital onde Kennedy foi socorrido (Parkland do título), a narrativa focaliza médicos (Zac Ephron) e enfermeiras (Marcia Gay Harden), o alfaite (Paul Giamatti) que filmou o disparo, ou agentes do FBI (Billy Bob Thorton) transtornados com o incidente, Lendesman tenta dar voz aos coadjuvantes. Além de um núcleo dramático para os familiares do homem apontado como o assassino. Mas, sem nada de novo, e longe de trabalhar com as conspirações que JFK (Oliver Stone) lançou, resta pouco, além da sensação de um telefilme pobre, didático e desnecessário.

 

cowboysdoespacoSpace Cowboys (2000 – EUA) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Clint Eastwood dando seus pitacos na corrida espacial. Tudo começa em tom de comédia, de maneira descontraída, com a necessidade da NASA em contar com astronautas da década de sessenta. O início é excelente, mostrando o princípio dos estudos espaciais americanos, e da equipe Daedalus, a fotografia com tons azulados oferece um contraste interessante. Quarenta anos depois, a NASA precisa resgatar um satélite de comunicação russo que irá se chocar com a Terra, ou consertá-lo no espaço. O projeto é muito antigo, e os engenheiros de hoje não conseguem entender o sistema. O diretor da NASA, Bob Gerson (James Cromwell), é obrigado a procurar seu antigo desafeto, Frank Corvin (Clint Eastwood), que foi quem projetou o satélite (que teria sido roubado pela KGB).

Resumindo, o satélite não pode ser resgatado, e Corvin só aceita ajudar, se ele mesmo for ao espaço consertá-lo, juntamente com sua antiga equipe Daedalus, de astronautas sexagenários. A chantagem é aceita desde que todos passem nos testes físicos. Empecilhos inesperados e o clima de única chance de salvar o mundo, Clint se envereda pelo nacionalismo exacerbado, a arrogância do cinema americano de teimar em sempre ser a solução da humanidade. Há ainda o romance descabido, e aquele humor prazeroso ganha o amargo dos últimos 30 minutos dos veteranos heroicos protagonizando um western espacial. Ficando apenas as boas lembranças de Donald Sutherland roubando a cena.