Posts com Tag ‘Marilyn Monroe’

opecadomoraaoladoThe Seven Year Itch (1955 – EUA) estrelaestrelaestrelaestrelaestrela

No teatro que Billy Wilder foi buscar essa deliciosa comédia sobre a famosa crise dos sete anos nos casamentos. Parte comparando a sociedade de Manhattan com os índios, pura balela humorística, onde desde a época dos indígenas que as famílias partiriam de férias, no verão, enquanto os homens permanecem trabalhando, e, correndo o risco de “ceder” à tentação de outras mulheres.

Wilder brilha com a ingenuidade do humor das piadas e de seus personagens. Marilyn Monroe e sua eterna loira tolinha, tirando homens do sério, vira vizinha de Richard Sherman (Tom Ewell). E como era de se esperar, o cara pira na vizinha sensual, que sofre de calor, do tédio solitário da chegada a essa Nova York imensa, e de uma inimaginável capacidade de não entender o porquê de todos os homens a pedirem em casamento.

Em sua grande maioria foi filmado num apartamento, mas a mais célebre cena é o irresistível momento em que o vestido de Monroe é levantado pelo vento. A cena é o perfeito resumo da personagem que ela sempre desempenhou no cinema. Já Tom Ewell não tem nada de sex-appeal, mas os dois se assemelham na imaginação fértil, nas possibilidades sonhadoras, nas conversas dele, com ele mesmo, como quem tenta provar, a si próprio, seu valor.

Gentlemen Prefer Blondes (1953 – EUA)

Pense em diamantes. Agora pense numa mulher para usá-los. Marilyn Monroe deve ser a imagem a se materializar em sua mente. E se você viu o filme, a interpretação dela para Diamonds are a Girl’s Best Friend dificilmente sairá da imaginação. Não é um grande filme de Howard Hawks, a leveza tola aqui ganha contornos fortes, deixando o humor maroto e a aventura das garotas uma grande tolice, ainda assim há toda essa discussão da futilidade e da extravagância. A necessidade financeira, o ter simplesmente por ter (mas também para usufruir, vida fácil).

Duas amigas inseparáveis, de um lado a loira (Monroe) focada em agarrar um marido rico, de outro a morena (Jane Russel) que acredita no amor, e por isso mesmo só atrai vagabundos. Durante um cruzeiro a Europa, as duas tornam-se a atração, enquanto se envolvem com parte da equipe olímpica americana, ricaços e um detetive contratado pelo namorado de Lorelei (Monroe) para investigar sua fidelidade. O magnetismo de Marilyn hipnotiza os marmanjos (dentro e fora da tela), enquanto o equilíbrio de caráter e a espontaneidade fazem de sua amiga a grande personagem “enrustida” da história.

My Week with Marilyn (2011 – ING/EUA)

O mote seria descrever a intensa relação entre Marilyn Monroe (Michelle Williams) e Laurence Oliver (Kenneth Brannagh) durante as filmagens de The Prince and the Showgirl. Não é bem sobre isso que o filme trata. Tudo começa com excesso de vislumbre, até a direção de Simon Curtis parece vislumbrada com a hipótese de filmar Miss. Monroe, a primeira metade parece presa, amordaçada, o garoto insistente Colin (Eddie Redmayne) consegue emprego na produção do filme e todos estão na expectativa da chegada da musa do cinema. E, mesmo quando ela chega, estão todos atonitos que o próprio filme se comporta dessa forma.

As filmagens tem início, e a fragilidade comportamental de Marilyn irrita Sir Oliver. O clima esquenta, descobrimos uma pessoa volúvel, frágil e carente de atenção. Descobrimos que a Marilyn por trás das câmeras, é praticamente a mesma que conhecemos nos filme. A história fica mais interessante, Marilyn só sente segurança no garoto Colin, a semana de filmagem fica confusa e aquele garoto que sonhava participar de uma produção de Laurence Oliver, ganha o bonus de uma “proximidade” inexplicável com a musa das musas. Simon Curtis não é capaz de um grande filme, ficamos com a atuação apaixonante de Michelle Williams, e com esse gostinho de mais um pouquinho da sensualidade de Marilyn Monroe.

Nunca Fui Santa

Publicado: abril 5, 2011 em Uncategorized
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Bus Stop (1956 – EUA)

O filme de Joshua Logan é didático, vai deixando pelo caminho todas as dicas, entregando ao público o que virá pela frente, mas é pela leveza e diálogos ingênuos de seus personagens que chega a encantar docemente. Um daqueles caubóis que jamais saíram do rancho da família parte com o tio para um rodeio. O tal caubói é espalhafatoso, falante, dono de uma arrogância (seria mais teimosia) e uma completa falta de etiqueta. Na cidade do rodeio encontra uma cantora de cabaret (Marilyn Monroe) e por ela se apaixona, mas seu jeito com as mulheres é o mesmo com que ele cuida do gado, laçando, trazendo na marra, um homem das cavernas. O filme vai divertindo pelas barbaridades espalhafatosas de Beauregard ‘Bo’ Decker (Don Murray), enquanto Marilyn Monroe, sempre Marilyn, encantam sem esforço algum. Se não fosse ela, não haveria metade da graça, mas como ela está lá, é gostoso ver esse amor aflorar de tamanha falta de classe.