Posts com Tag ‘Matthew Broderick’

curtindoavidaadoidadoFerris Bueller’s Day Off (1986 – EUA) estrelaestrelaestrelaestrelaestrela

Começar este texto é bem difícil, afinal, o que ainda não foi dito sobre este filme? Quem ainda não o assistiu? Talvez alguma criança que o fará na próxima reprise da TV. Se a história todos já sabem de cor e salteado, estão carecas de se divertir com as aventuras do adolescente malandro, simpático e que todos adoram, o que resta dizer sobre Ferris Bueller e seu dia cabulando aula então?

Se John Hughes retratou como ninguém a juventude nos anos 80, Ferris Bueller é seu personagem chave, o resumo completo de sua obra, e da importância de seus filmes. Tudo bem que o filme todo está calcado num garoto mentiroso que planeja, minuciosamente, artimanhas para enganar seus pais, diretor da escola e qualquer outra pessoa que exerça autoridade sobre ele. Mas não percamos o espírito, o filme é essa metáfora de libertação, Ferris Bueller é o símbolo de todos aqueles desejos da juventude da época (que se repetem agora, mudaram apenas os meios tecnológicos que preenchem as vidas).

Dessa forma ele representa tudo que gostaríamos de viver, um dia de diversão sem fim, dos melhores restaurantes e carros, até a namorada linda e incrível e o melhor amigo com eles, chegando a épica do centro das atenções na cena épica em que ele canta Twist and Shout para uma multidão.

Ferris nos mostra, durante um único dia, todos os principais pontos turísticos de Chicago, nos faz sentir-se ali (no meu caso novamente), só que com essa irresponsabilidade imatura de quem não está preocupado com a política europeia, ou o carro emprestado do pai do amigo, ele só quer se divertir, e dessa forma nos fazer sentir-se um pouquinho ali, transgredindo e curtindo a vida adoidado.

ofantasticomundododrkellogThe Road To Wellville (1994 – EUA) estrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Biografia do excêntrico médico inventor do cobertor elétrico, da pasta de amendoim e do corn flakes não poderia ter sido pior contada pelo diretor Alan Parker, mesmo contando com um elenco de estrelas. O tom de comédia sem graça, com pequenas histórias paralelas que pouco se relacionam, são alguns dos fatores que atrapalham a trama, que tem como centro nervoso a clínica criada pelo Dr. John Harvey Kellog (Anthony Hopkins).

O vegetariano Kellog fundou uma clínica para tratamento de males estomacais e intestinais. Lá utilizava métodos e estranhas invenções para a cura dos doentes. Entre as exóticas invenções do doutor, nessa clínica, está aquela que marcou seu nome, o corn flakes, que seu irmão industrializou. A história descamba com a chegada à cidade do vigarista Charles Ossining (John Cusack) que veio para criar uma fábrica de corn flakes patrocinado por sua tia. Enquanto isso, Will Lightbody (Matthew Broderick) vem com sua esposa (Bridget Fonda) para ser tratado na clínica. Outra vertente dessa história é a do filho adotivo, e problemático, do Dr. Kellog, George Kellog (Dana Carvey).

A comédia sem noção se divide entre as peripécias de Charles para criar a fábrica, as rebeldias de George, as confusões no tratamento de Will e as experiências de sua esposa com um médico espertalhão, personagens caricatos, humor barato e constrangedor. Uma das maiores bombas do mundo.