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oexterminadordofuturo5Terminator: Genisys (2015 – EUA) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Partimos da máxima que desde James Cameron a franquia nunca mais foi a mesma. Pudera, da ideia original, a partir de um sonho de Cameron, à criação da figura icônica do Exterminador (Arnold Schwarzenegger), criou-se uma das franquias milionárias de Hollywood. A ideia inicial vai de encontro a um dos grandes temores da humanidade (que já vem desde 2001 de Kubrick), a inteligência artificial fugindo de nosso controle. De quebra, gerando uma guerra entre máquinas e humanos, com direito a viagens no tempo para mudar o futuro dos fatos. Outro aspecto importante dos filmes é de marcarem suas épocas, tanto tecnologicamente, quanto em estilo. O primeiro é tão anos 80, o segundo pega muito da vibe Guns N’ Roses, que tomava o mundo do rock (presente na trilha sonora).

Cameron teve ainda a grande sacada de transformar o vilão apavorante do primeiro filme, em novo aliado de Sarah e John Connor. O Exterminador passa a defendê-los contra exterminadores mais modernos, Schwarzenegger vira o ícone que já se projetava. Mas, Cameron pulou do projeto após o segundo filme, e os seguintes não estão à aultura. Porém, eles mantem a estrutura dos personagens, e percorrem épocas, sem perder a linha lógica, que havia sido arquitetada. No primeiro o exterminador vinha aniquilar a mãe (Linda Hamilton) do futuro líder da rebelião, no segundo o alvo era John Connor já adolescente. A cada volta no tempo, pequenas mudanças no futuro.

O terceiro capítulo foi dirigido por Jonathan Mostow, mesmo sem brilho, ainda Schwarzenegger, o único remanescente. A dominação da Skynet foi adiada, não solucionada, a guerra efetivamente começou. O quarto capítulo (A Salvação) transforma realmente John Connor (Christian Bale) num soldado, longe da fragilidade que Cameron pregava. Dirigido por McG, ainda mantém a base sólida dos Connor’s e Kyle Reese (Anton Yelchin). Dessa vez é a vida de Reese que precisa ser protegida, a saga vai transformando a figura de John Connor como a única salvação da humanidade. Os dois últimos capítulos se apresentam mais genéricos como filmes de ação, vivendo apenas da herança de história deixada, ainda que consigam manter a chama do charme dos personagens.

A cada novo filme, as expectativas de uma grande “bomba” se renovam. Nenhum deles chega a esse status, mesmo após mais de 30 anos. Alan Taylor é o diretor do quinto episódio da franquia, e mantém a escrita. Schwarzenegger volta, com explicações para seu envelhecimento, mas a questão central é outra. Ainda que siga a linha lógica (e cronológica da saga), inclusive retomando cenas e acontecimentos do primeiro filme. Há uma quebra no tripé Sarah-John-Kyle, não só na mistura da trama (à la De Volta para o Futuro 2), mais efetivamente na estrutura mocinhos e vilões. De resto, Taylor repete a incapacidade dos filmes, que não tiveram Cameron, em não renovar, muito menos ousar. Outro filme de ação típico, que sobrevive do resgate dos primórdios da franquia. O público vai seduzido pela memória afetiva, e encontra outros atores, quase os mesmos personagens, máquinas e explosões, só que com interpretações pífias e a tentativa de transformar “Get Out” no novo jargão imortal que “I’ll be back” ou “Hasta La Vista” se tornaram.

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aspanterasCharlie’s Angels (2000 – EUA)  estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Sabe desgosto? Mas, desgosto mesmo? Quando sentei para assistir foi sintomática a lembrança série antiga, que fez tanto sucesso nos anos setenta, e eu pude descobrir nas reprises dos oitenta. Como era gostoso ver as três detetives solucionando os casos, com charme absurdo. Eu ainda tinha esperanças que o filme trouxesse um pouco do glamour da série, mesmo já esperando cenas de ação (estilo Matrix). Só que o estreante McG, diretor de videoclipes do Offspring, Smash Mouth e Sugar Ray, conseguiu transformá-las nas Meninas Super-Poderosas. Uma espécie de versão feminina de Missão Impossível. Coitadas de Kelly, Gil e Sabrina.

O roteiro é composto daquelas ideias mirabolantes, sequestro, recuperar software. Bill Murray empresta seu humor fino, enquanto as garotas tentam se dividir entre a mais sexy, a apaixonada e a mais violenta. É quase um filme de humor B, muito trash, marcando a total descaracterização do original. É uma pena!