Posts com Tag ‘Meg Ryan’

harryesallyWhen Harry Met Sally… (1989 – EUA) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

Essa coisa de “feitos um para o outro” dá uma impressão mais açucara e pouco exato do que é realmente o filme. Sob direção de Rob Reiner, e roteiro de Nora Ephron, o que vemos é Billy Crystal engolindo Meg Ryan. Ele dá a cadencia correta que as mudanças do tempo (e a maturidade) causam nas pessoas, do jovem mulherengo, ao homem que sofre com o divórcio, Crystal é a dose certa de realidade, aquela hora em que cinema e vida real se aproximam.

O restante do filme, incluindo Meg Ryan, são de clichês românticos, que vão desde o repudio, até a amizade, chegando ao amor. E são cenas e cenas para se criar esse caminho óbvio e claro. Nessa construção de um relacionamento, calcado por pontos em comum e tantos encontros antes do florescer do amor, o filme conquista seu público que se permite mergulhar no universo adocicado que Reiner tenta camuflar.

cidadedosanjosCity of Angels (1998 – EUA) estrelaestrelaestrela1_2estrela_cinzaestrela_cinza

O clássico alemão de Wim Wenders aterrissa em Hollywood, num remake adocicado e ultra-romântico. Foi o próprio cineasta quem assinou o roteiro, que foi dirigido por Brad Silberling. A busca por um amor puro, o amor na essência. Um sentimento tão contagiante e incontrolável, que mesmo um ser que não pode senti-lo, não consegue resistir a ele. Dentro do formato de cinema americano, com toda sua pieguice e melodrama exacerbado, o resultado atingiu em cheio muitas plateias. Dentro desse formato, chega a ser um belo filme de amor, tocante e sensível, com uma trilha sonora cheia de canções que explodiram nas rádios, colaborando ainda mais com o sucesso do filme. Silberling aproveita o auge de Meg Ryan e Nicolas Cage para abusar dos closes nos lindos olhos dos atores, buscando assina melancolia do amor transmitida através do olhar.

Seth (Cage) e Cassiel (Andre Braugher) são mensageiros (espécie de anjos), conduzem a alma dos mortos a outro plano espiritual. Eles não podem sentir nada em que tocam, e só podem ser vistos pelos humanos, se assim quiserem. Moram numa biblioteca e se encontram no nascer e no pôr do sol. Maggie Rice (Ryan) é cirurgiã, que trabalha em um hospital com seu namorado Jordan (Colm Feore). Ao ver os esforços de Maggie para salvar um paciente, Seth (que tinha ido buscá-lo) encanta-se pela moça, e percebe que ela pôde senti-lo na sala de cirurgia. Curioso ou fascinado, ele passa a persegui-la, e a manter contato. Lentamente os dois se apaixonam.

Surge Nathaniel (Dennis Franz), novo paciente de Maggie. Ele também sente a presença de Seth, e confidencia-lhe que também fora um mensageiro, mas que decidiu tornar-se humano. A ideia deixa Seth maravilhado, e lhe resta decidir entre seguir, ou não, este caminho e assim materializar esse amor que lhe consome. O final comovente nos faz pensar sobre alguns valores da vida, e conduz o público às lágrimas.

thedoorsThe Doors (1991 – EUA) estrelaestrelaestrela1_2estrela_cinzaestrela_cinza

A vida de um dos maiores astros do rock mundial contada por Oliver Stone. Jim Morrison (Val Kilmer), e seu ar de poeta da geração que transgrediu o mundo entre sexo, drogas e rock n’ roll, no estado mais letárgico possível. O roteiro é vago, repleto de lacunas, sem o menor esforço de compreender o biografado. Mais preocupado em agradar o público médio, dessa forma prende-se aos shows, viagens causadas pelo consumo de drogas, e a perversão sexual. Excêntrico e inteligente, Jim é retratado como um drogado contínuo cujas músicas fluíam com enorme facilidade.

O filme começa com Jim Morrison ainda garoto, e vê um acidente de carro, que marcou sua vida, a morte dos pais Um salto no tempo até a fase em que ele tem a ideia de formar uma banda com Ray Manzareck (Kyle MacLachlan). O relacionamento conturbado com Pamela Courson (Meg Ryan), o caso com a jornalista Patrícia Kennealy (Kathleen Quinlan), até a misteriosa morte numa banheira em Paris.

O temperamento explosivo, misturado com a fotografia de cores estourados, a todo momento Oliver Stone tenta captar indícios da sensação do Lagarto Rei sob as coisas, porém utiliza apenas o aspecto visual, concentrando em shows e acontecimentos mais conhecidos, sem nunca absorver realmente o personagem. Enquanto a abordagem é rala, a interpretação de Val  Kilmer é bárbara, incorporando totalmente o personagem, cantando bem, uma impressionante personificação do mito

 

 

 

 

G-228  Max (Russell Crowe) enjoys the company of his supposed long-lost cousin Christie Roberts (Abbie Cornish) in A GOOD YEAR.

Sleepless in Seattle (1993 – EUA) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

O mais celebrado (prefiro Mensagem para Você) entre a trilogia das comédias românticas de Meg Ryan e Tom Hanks, sob direção da especialista no gênero Nora Ephron. Annie Reed (Meg Ryan) é uma jornalista prestes a se casar com o sistemático Walter (Bill Pulmann), de tão certinho o sujeito fica chato e monótono. Ela acredita, piamente, ser feliz, e estar pronta para o matrimônio. Certa noite, ao estar dirigindo, ouve no rádio uns desses programas em que as pessoas dão depoimentos, e são ajudados por um psicólogo no ar. Jonah (Ross Malinger), um garoto de oito anos, liga para o programa, e diz estar preocupado com seu pai, Sam Baldwin (Tom Hanks). Ele anda muito triste desde a morte da esposa (mãe do garoto).

Ao perceber a situação, Sam pega o telefone do filho, e acaba conversando no ar com o locutor. Comovido, termina expressando toda sua tristeza e seu amor pela esposa, seu desanimo com a vida, e a falta de motivação. Não só Annie, como milhares de mulheres, emocionam-se com a sinceridade e ternura das palavras de Sam. Um turbilhão de cartas são enviadas à rádio endereçadas a Sam. Annie é uma da que apaixona-se pelo desconhecido, e sai à sua procura, para fazer uma reportagem e acalmar seu coração.

Entre encontros e desencontros e uma grande mãozinha de Jonah (ficou exagerado e fantasioso demais), a trama segue por seus tons românticos agradáveis e cativantes.  Bons momentos como no primeiro encontro dos dois no aeroporto, e as piadas sobre o sentimentalismo das mulheres ao verem o filme Tarde Demais Para Esquecer.

quandoumhomemamaumamulherWhen a Man Loves a Woman (1994 – EUA) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

O dramalhão é inevitável. A versão feminina do alcoolismo, com os mesmos predicados. O casal feliz abalado pela dependência, a instituição familiar desestabilizada onde todos passam a sofrer com os males da bebida.  Obviamente que o foco principal está nos relacionamentos entre o casal e as filhas, sofrimento mútuo compartilhado.

O casal é formado por Michael Green (Andy Garcia), piloto de aviões, e Alice Green (Meg Ryan) que trabalha em uma escola. As filhas Casey (Mae Whitman) e Jessica (Tina Majorino), filha de Alice com outro homem. A desconstrução do lar em harmonia, o marido atencioso que viaja muito a trabalho, a esposa que precisa estar “alta” para levar sua vida. Vodca, aspirinas, um acidente.

Michael assume a cada, as filhas, e o apoio incondicional à esposa. É um drama intenso, comovente, tradicional, sempre em prol da adaptação à nova vida. Dirigido por Luis Mandoki, o peso emocional é todo calcado em Andy Garcia, no auge de seu prestígio. Sempre buscando o tom comovente, maduro, heroico, como na cena clichê em que discursa no AA. Drama familiar para emocionar facilmente, preparem os lenços.

mensagemparavoceYou’ve Got Mail (1998 – EUA) estrelaestrelaestrelaestrelaestrela_cinza

Como umas coisas tão grudentas, como comédias românticas desse tipo, podem te emocionar tanto? Fazer com que você torça para os que os personagens fiquem juntos, e toda a baboseira sentimental que o mais rasteiro gênero do cinema produz. Adaptação da peça teatral de Miklos Laszlo, dirigida por Nora Ephron, que novamente comanda os atores queridinhos da América: Meg Ryan e Tom Hanks. Se o filme estiver passando na tv, invariavelmente, e de forma inexplicável, vou estar assistindo até o final.

Dos primórdios dos relacionamentos via internet (dos chats de bate-papo) a uma guerra comercial entre uma singela livraria de bairro, contra uma poderosa Bookstore. O roteiro une, virtualmente, dois corações solitários, desanimados em seus relacionamentos, porém em lados opostos na vida “real”, praticamente se odeiam. Com deliciosos passeios pela Nova York, dos nova-yorquinos, Joe Fox (Tom Hanks) descobre que sua “paixão-virtual” é sua inimiga profissional (Meg Ryan), e inicia um matuto jogo de conquista. Ryan no auge de sua meiguice, e o filme criando situações capazes de provar aos dois o blasé e cliché “feitos um para o outro”. Seja a trilha sonora, os encontros em supermercados, praças, na feira, a química do casal e o humor doce são o charme para que esse filme se torne o mais horrendo, e delicioso, guilty pleasure desse cinéfilo. Tenho certeza que “Você também vai amar Nova York no Outono”.