Posts com Tag ‘Mélanie Laurent’

ohomemduplicadoEnemy (2013 – CAN) estrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

O romance de José Saramago, sobre a questão da identidade no mundo contemporâneo, nas mãos do diretor canadense Denis Villeneuve se tornou um suspense, com toques sombrios e sobrenturais (tentando imitar David Lynch). Preste atenção em todos os detalhes, procure os mínimos detalhes até entender o quebra-cabeças que explica a relação e idêntica semelhança entre Adam e Anthony, interpretados por Jake Gyllenhaal.

Clones? Sósias? Irmãos? Como podem ser tão idênticos? O filme limita-se a estabelecer um clima de suspense para levantar tais suspeitas, até descambar para essa necessidade de criar a tensão. As mulheres em cena são meras coadjuvantes, tanto a mãe (Isabella Rosselini), quanto as esposas/namoradas (Mélanie Laurent e Sarah Gordon) funcionam como meros trampolins para as conexões da história que tentam embaralhar, antes de explicar.

O tema da identidade inexiste no roteiro, restando essa alternativa, bem mais comercial, de criar mistério sem discutir nada. Bem mais fácil buscar cenas de algum teor lacrimoso e qualquer possitibiidade de dualidade na interpretação.

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truquedemestreNow You See Me (2013 – EUA) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Se David Copperfield fosse parar no cinema, o resultado seria um filme como esse. O diretor Louis Leterrier usa de todas as artimanhas e pirotecnias do cinema (desde efeitos especiais, a roteiros cheios de segredinhos) para criar esse entretenimento pipoca-tamanho-família. Um conjunto de tolices muito bem tramadas por um ritmo narrativo agradável e um grupo grande de atores famosos (Jesse Eisenberg, Isla Fisher, Woody Harrelson, Mark Ruffalo, Mélanie Laurent, Morgan Freeman, Michael Caine, Dave Franco).

Mais tarde a história abusa do “mentir ao público” e aquele show de mágica, misturado com roubo a banco, naufraga na paciência dos que cobram um minimo de coerência. Personagens caricatos, romances óbvios desde a primeira cena, e a transposição do mundo dos ilusionistas para o mundo do cinema, que deixa tudo mais fácil.

Beginners (2010 – EUA)

Já na primeira cena sacamos que Oliver (Ewan McGregor) está em crise, uma espécie de tristeza profunda. Aparentemente está sozinho a pouco tempo, e agora descobre que seu pai (Christopher Plummer, em papel divertido  e sutil) está com câncer. Aliás, a pouco tempo, o pai assumiu-se gay. São nesses pontos que o diretor Mike Mills vai trabalhar, por um lado a relação pai-filho e doses de superficialidade nessa questão “gay” colocada. Tema contraponto para a comédia romântica que se desenha, quando, entra em cena, a faceira e altiva Anna (Mélanie Laurent, iluminada).

Não espere nada além de cenas contemplativas de seu filho redescobrindo o pai, e cenas de um amor surgindo, de um relacionamento se formando. McGregor tem olhos muito expressivos, mas é em Anna que está qualquer brilho que possa ser enxergado aqui. Sem as loucurinhas afetadas de algumas comedias românticas consagradas, ela transmite uma espécie de euforia automática. Sim, eles correm pela rua, ou andam de patins como duas crianças num corredor de hotel, mas, há, naquela personagem, algo dessa irresponsabilidade romântica que se faz soar verossímil.