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Mother! (2017 – EUA) 

Entre vaias e aplausos que foi recebido o novo thriller psicológico dirigido por Darren Aronofsky durante a competição do Festival de Veneza. Mais ousado e pretensioso do que nunca (lembrem-se que ele dirigiu Noé e Fonte da Vida), o cineasta nova-iorquino provoca o público na estética, e principalmente na forma de síntese com que aglutina todas as mazelas do mundo.

Os posters e trailers já ofereciam a estranha sensação visual, algo entre o religioso brega e o dark misterioso, além da artificialidade gritante. E o filme não nega as aparências, repleto de planos-sequencias circulares e insanos, e a atmosfera da presença de um mal sobrenatural naquele lar, o casal começa a receber visitantes (sem convidá-los) e a hospitalidade do marido (Javier Bardem) assusta a passiva esposa (Jennifer Lawrence). Entre o medo e a insegurança e o ar acolhedor do poeta em bloqueio criativo, que o filme constrói arcos dramáticos que sempre colocam-na como a figura frágil e perturbada frente uma normalidade que não existe.

Mais adiante na história, desses arcos dramáticos surgem sequencias ainda mais insanas em que Aronofsky tenta refletir sua visão sobre nossa sociedade tão violenta e desumana. Nada de metáforas, é tudo explícito e visual, exagerado e acelerado. A cada novo horror, o filme faz referências a dramas pessoais ou universais como: crime, guerra, religião, maternidade, dor. Interpretações over, conceitos didáticos, Aronofsky não consegue dar cabo de nem metade de todos os conceitos que pretendia, e sua pretensão realmente incomoda muita gente. Por outro lado, sua ousadia em colocar tudo isso num filme de estúdio, com os grandes astros de Hollywood, vem de encontro com as pretensões que sempre estiverem fortemente claras em sua filmografia.

Dangerous Liaisons (1988 – EUA) 

É um super jogo de sedução e conquista, inveja, interesse, e por que não vingança, em meio a nobre corte francesa do Século XVIII. Não há limites, apenas objetivos, e quanto maior o desafio, mais prazer ao vencedor. No centro temos um conquistador, Visconde de Valmont (John Malkovich), que prima por sua fama, sem pudor ou arrependimento, e vive como se seu coração jamais pudesse ser conquistado. E a invejosa Marquesa de Merteuil (Glenn Close) que não quer permite que o ex, case-se, com uma jovem virgem (Uma Thurman). É proposta uma troca, seduzir r a dozela primeiro, pela influências que façam o Visconde conquistar o coração de uma esposa fiel e devotada, Madame de Tourvel (Michelle Pfeiffer).

Que delicioso jogo de sedução dirigido por Stephen Frears, no auge de sua carreira e sua estreia em Holywood, sendo agraciado com 3 Oscars. Interpretações envolventes, jogo de palavras para conquista de corpo e alma, e novos personagens, e amores, que ajudam para bagunçar, ainda mais, essa rede de intrigas de época. Baseado no romance epistolar do francês, Pierre Choderlos de Laclos. O cinema como combustível para vaidade.