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Gerald’s Game (2017 -EUA) 

Realmente Stephen King voltou a ser moda. É a vez de Mike Flanagan, novamente numa produção Netflix, realizar versão de uma das obras do autor (provavelmente mais adaptado para os cinemas). Trata-se de um terror psicológico complicado de transpor num filme, as alucinações de uma mulher numa situação limite: algemada numa casa isolada e cujo marido (Bruce Greenwood) acaba de ter um enfarte.

Lembrança automática de 127 Horas, até porque a trama também resgata flashbacks da infância para dramatizar, ainda mais, a situação dela (Carla Gugino). Do comportamento inverossímil da mulher, ao passado de abuso que pouco parece acrescentar a situação desesperadora da heroína, o filme se equilibra na tentativa desse causar esse terror psicológico enquanto se coloca numa clara posição feminista de mulheres que encontram em seus casamentos os comportamentos hostis (como espelhos) que receberam de traumas infantis. Dessa salada ainda tem um cão faminto e traços de sobrenatural. Flanagan fez melhor com outra mulher presa em casa com Hush.

hushHush (2016 – EUA) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

Outra fita de terror da produtora Blumhouse Productions, que já se tornou referência no gênero com orçamentos pequenos e sucessos de bilheteria. Entre seus sucessos estão Atividade Paranormal, Sobrenatural e Sobrenatural 2, e Uma Noite de Crime. Aliás, o sádico deste último filme citado lembra muito este novo trabalho do diretor Mike Flanagan.

O plot é simples, uma surda-muda (Kate Siegel) aterrorizada por um serial killer sádico (John Gallagher) que promete pegá-la quando bem entender. Presa em sua casa, completamente isolada, e sem eletricidade, a vítima é presa fácil ao assassino atroz. Basta a Flanagan manter a tensão, entre a escuridão e a incapacidade de ouvir da escritora, e ele realmente consegue a manutenção da atmosfera de medo, a insegurança a todo instante. Por mais que o final dê uma ratiada, o resultado final é outro bom produto tipicamente produzido pela Blumhouse.