Posts com Tag ‘Miles Teller’

WhiplashWhiplash (2014 – EUA) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

O jovem cineasta Damien Chazelle carrega no currículo dois longas-metragens, ambos envoltos ao mundo musical. Whiplash tem muito de autobiográfico, o próprio Chazelle estudou bateria na escola e teve um professor, linha-dura, que inspirou o personagem marcante Fletcher (J.K. Simmons). Grande vencedor da última edição de Sundance, o filme é uma gota de esperança no festival de cinema indie americano. Há a questão da rivalidade, da vingança, até mesmo o romance visto de forma fofa, por personagens atrapalhados. Ainda assim, há uma alma que desponta do filme, que se torna o mais importante dele.

É a musicalidade. A admiração de Chazelle por música pode ser sentida, seja nos planos fechados nos instrumentos, seja na necessidade doentia de Andrew (Miles Teller) se tornar alguém de destaque na música. O filme inspira essa musicalidade, dá conta dos pormenores da profissão, mas está mesmo interessado em mergulhar na sonoridade, em fazer o público sentir a música. Dessa forma, enquanto Andrew e Fletcher tem seu relacionamento particular, a relação conturbada entre professor x aluno, a musicalidade sobressai quase assumindo a figura de um personagem.

the_spectacular_nowThe Spectacular Now (2013 – EUA) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Em seu primeiro filme (Smashed) o diretor James Ponsoldt retratava um casal tão alcoólatra que um deles percebe que, mesmo apaixonados, o único caminho é a separação. Dessa vez ele regride alguns anos, o foco é o jovem Sutter (Miles Teller), um típico adolescente pré-faculdade, festeiro, divertido, e bebedor compulsivo. No processo de perder a namorada (Bire Larson) e começar a sair com a reservada (Shailene Woodley), seu desejo de encontrar com o pai (Kyle Chandler) fica mais latente. E, vovamente é o álcool a grande mola propulsora da trama.

Cartas à mesa, James Ponsoldt não consegue nem a profundidade do drama familiar, e muito menos o romance indie a que se propõe. Quer tratar o assunto a sério, mas de forma natural, neutra, sem grandes abalos. Parece antagônico, é o espírito do cinema indie americano, e a necessidade de alertar aos perigos da juventude americana. Outro da decepcionante safra de Sundance 2013.