Posts com Tag ‘Milla Jovovich’

Cymbeline (2014 – EUA) 

Tragédia shakespeariana adaptada aos dias atuais. O cineasta independente americano, Michael Almereyda, já havia filmado Hamlet, com Ethan Hawke, e repete a dose, com um extenso elenco de famosos aos adaptar Cymbeline (que tem, facilmente reconhecíveis, traços de Romeu & Julieta). Manter o linguajar formal do século XVII, inserindo no mundo dos celulares e gangues de motos é tarefa complicada. O risco de parecer pedante, das interpretações exageradas, são características complicadas para transpor ao cinema atualmente. E Almereyda, realmente não consegue escapar da armadilha que seu autodesafio criou. Seu filme de intrigas, um quê de poesia em cada diálogo, romances e amores desiludido,s tem o sabor de uma velharia com roupa moderna. Além de aproveitar alguns de seus personagens e acabar refém da limitada Dakota Johnson no papel da mocinha romântica e indefesa.

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oquintoelementoThe Fifth Element (1997 – FRA/EUA) estrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Diz a lenda que o mau volta a cada trezentos anos, e que para exterminá-lo é necessário colocar os cinco elementos juntos, num templo na região do Egito. O ser divino, o quinto elemento, é guardado por alguns extraterrestres que o trarão à Terra, no tempo certo. Enquanto isso o padre escolhido passa os conhecimentos para um herdeiro até que chegue o aguardado momento.

Esse é o plot central da ficção científica dirigida e idealizada por Luc Besson. Aliás, o filme pega emprestado o lado futurista de carros voando e outras tecnologias (robôs que arrumam até a cama), mas não deixa de ser um filme de ação básico. Bruce Willis volta em outra encarnação bem parecida com a John McLane (de Duro de Matar), dessa vez como um motorista de táxi, ex-militar, que vive encrencado e endividado. Cai em seu colo, ou melhor, dentro do seu táxi, o tal quinto elemento, que ganhou as formas de uma mulher (Milla Jovovich), e lá vai ele protege-la e salvar o mundo. O roteiro abusa de uma série de coincidências de difícil de acreditar, e Luc Besson novamente extrapola em seus absurdos entre excesso de efeitos especiais, o personagem histérico de Christ Tucker, resta a tentativa de pegar emprestado todo o charme do auge da carreira de Bruce Willis.