Posts com Tag ‘Mira Nair’

Não, infelizmente não estou na Lido de Veneza cobrindo o festival de cinema. É uma pena. Estou retomando a ideia que havia planejado para um blog próprio, porém achei melhor incorporar na Toca. A ideia é simples, acompanhar a repercussão da imprensa sobre os filmes que estão em Veneza (foco na mostra competitiva, pequenos highlights). Como em Cannes a ideia foi bem aceita, vamos seguir com a brincadeira (até porque faço isso, estou só dividindo as minhas pesquisas). Algo como Os Links do Dia, especificamente sobre Veneza.

O pontapé inicial veio com Mira Nair num filme fora da competição. Ok que ela tenha algum prestígio com parte do público, e que ganhou o Festival há alguns anos (Casamento à Indiana), ainda assim parece um nome fraco para uma seleção que tem Mallick, de Palma e PTA (entre outros). O juri desta edição será presidido por Michael Mann.

‘The Reluctant Fundamentalist’ traz o 11 de Setembro, paquistaneses, fundamentalismo islâmico e capitalismo americano, já se pode imaginar o que vem por aí. A recepção não foi nada animadora, assim como os últimos filmes de Mira Nair não tem agradado, como principal estrela o filme é encabeçado por Kate Hudson.

Críticas: The Guardian – In-Contention – Carta Capital – Hollywood Reporter

Termômetro: pé atrás

‘Stories We Tell’ foi destaque nesse primeiro dia. O documentário de Sarah Polley, explorando histórias de sua própria família (pai, mãe), parte das imagens captadas com uma câmera super-8 enquanto divide com o mundo um grande segredo pessoal. Peter Bradshaw do The Guardian foi um que amou o filme.

Críticas: The Guardian – The Playlist Digital Journal

Termômetro: de olho

afamiliaperezThe Perez Family (1995 – EUA) estrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Segundo filme nos EUA da cineasta indiana Mira Nair. Como todo imigrante, ela tem um olhar diferente sobre a América, por isso a escolha do tema imigração ilegal viria bem a calhar. México e Cuba são os vizinhos com maior influência desse fenômeno migratório. De Cuba, todos os dias milhares de pessoas fogem em pequenas e precárias embarcações, rumo aos EUA. A esperança, é claro, é de alcançar futuro melhor.

Sob tom de comédia, Nair expõe os alojamentos improvisados, as dificuldades em arrumar emprego, a discriminação, a prostituição, e demais mazelas sofridas pelos cubanos. Com esse tom, esquece de mostrar o mais interessante, optando por situações descabidas, um mero romance fraco e sem graça.

Juan Raul Perez (Alfred Molina) é um preso político em Cuba que consegue a liberdade após 20 anos de reclusão. Sua esposa Carmela (Anjelica Huston) e sua filha Teresa (Trini Alvarado) moram nos EUA e aguardam, ansiosas, sua chegada. Na embarcação em que Raul viajava, ele conhece a faceira Dottie Perez (Marisa Tomei). Após alguns desencontros eles fingem serem casados para não perderem o abrigo provisório e o direito de entrar no novo país.

Enquanto Juan procura sua família, Dottie arma suas confusões para garantir sua permanência no abrigo. Carmela desiludida por não encontrar seu marido começa a flertar com o agente do FBI, Pirelli (Chazz Palminteri). Juan vai morar numa igreja junto sua suposta esposa e outros supostos parentes. Triângulos amorosos arquitetados, só resta Marisa Tomei esbanjando graça e sensualidade.