Posts com Tag ‘Mohsen Makhmalbaf’

O Jardineiro

Publicado: outubro 26, 2013 em Cinema, Mostra SP
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ojardineiroBagheban / The Gardener (2012 – ISR) estrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

O cineasta iraniano Mohsen Makhmalbaf vai a Jerusalém estudar a fé e as religiões, a cidade coração do Judaísmo, Cristianismo e dos Muçulmanos. Ele e seu filho filmam um pouco de locais históricos, mas Makhmalbaf se apaixona pela fé Bahá’í no Bahá’í Gardens, e fica, mais especificamente interessado, por um jardineiro de Ruanda. Ali, o cineasta tenta fazer um documentário poético, entre as flores e os depoimentos sobre o Bahá’í (uma religião independente que prega a unidade espiritual) enquanto o filho almeja algo mais concreto. O resultado final é um Makhmalbaf dividido entre promover o filho e realizar uma arte abstrata.

Salve o Cinema

Publicado: fevereiro 2, 2005 em Cinema
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salveocinemaSalaam Cinema / Hello Cinema (1995 – Irã) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

No ano em que se comemorava o centenário do cinema, o diretor Mohsen Makhmalbaf resolveu prestar sua homenagem a sétima arte. Para isso, idealizou um documentário, com pessoas que almejam entrar para o circo cinematográfico. Colocou um anúncio num jornal, e mais de cinco mil pessoas esperavam, para ter uma chance de serem filmados pelo cineasta.

O filme começa de maneira triste, não pelos sentimentos, mas pelas imagens que vemos. Numa praça, uma multidão desesperada acotovela-se para garantir uma ficha, que dá direito a participar dos testes para um papel no filme. No empurra-empurra pessoas são pisoteadas, um desrespeito total que é incompatível com a homenagem que se pretendia prestar. Assistir aquelas cenas com gente ensangüentada sendo socorrida, multidões disputando a tapa uma folha de papel, momentos deprimentes.

A proposta é simples, num salão, Makhmalbaf e sua equipe de filmagens recebem alguns dos escolhidos, e iniciam uma espécie de teste, os aspirantes a ator acham que estão concorrendo a um papel no filme e só depois descobrem que aquilo é o próprio filme. Sob as ordens do diretor cada um reage a sua maneira, falando o que lhes vem à cabeça, uma ode à espontaneidade. Makhmalbaf não se cansa de dizer que aquilo é cinema puro e sob sua regência discutem, colocam pontos de vistas, riem e esforçam-se para chorar.

Como é difícil chorar quando alguém lhe pede para fazer, com raras exceções ninguém consegue, e quando sente que um deles está num estado emocional vulnerável, o diretor é cruel conseguindo muitas vezes lágrimas verdadeiras. Seqüências levemente divertidas, outras de comoção rasa e algumas por de mais arrastadas. Entre as raras satisfações pode-se destacar o falso cego, a escolha entre ser um ator ou uma boa pessoa, mas o momento mais interessante ocorre quando um ator profissional de sua equipe se emociona ao Makhmalbaf narrar parte de sua história profissional.