Posts com Tag ‘Nick Nolte’

Hulk

Publicado: junho 27, 2013 em Cinema
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hulkHulk (2003 – EUA) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

Ainda quebrando a cabeça para entender tantas críticas que recebeu a versão do Ang Lee, para o nosso herói verde. Afinal, até reboot deram na franquia (que também naufragou por enquanto). Os conflitos do personagem estão lá, bem desenhados, desenvolvidos. A questão com o pai, a mutação genética, sua grande paixão (Jennifer Connelly).

A chuva de críticas recaem, principalmente, na questão gráfica. Quando, Eric Bana, sai de controle e se tranforma no Hulk. O monstrengo verde não agradou. Como eu sou daqueles que critico a transformação do cinema em mero espetáculo pirotécnico de efeitos especiais, as possíveis deficiencias foram facilmente absorvidas pelas interessantes divisões de tela que trazem um aspecto de HQ todo especial ao filme.

Ang Lee se utiliza muito do recurso, até brincando com o plano contra-plano, trazendo dinamismo à narrativa, criando uma nova forma de estrutura. Ele também explora uma quase inexistência de vilão (Nick Nolte com cara de Nick Nolte da vida real), antes do filme partir para o(necessário) lugar-comum do cinema de heróis com questionamentos dos governantes e as lutas que destroem Nova York.

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cacaaosgangsteresGangster Squad (2013 – EUA) estrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Los Angeles Cidade Proibida se tornou quase um clássico (mais recente) dos filmes de gangsteres, e desde então ninguém conseguiu superá-lo na guerra policia versus mafiosos. Até mesmo na quantidade de atores renomados (Sean Penn, Josh Brolin, Ryan Gosling, Emma Stone, Nick Nolte), o filme de Ruben Fleischer se assemelha. Pena que as coincidências parem por ai. Uma trama tossida rapidamente, personagens caricatos e atuações rasas, e a completa ausência de charme.

Realizar um filme na década de 40 e não resgatar o charme (da música, dos trajes, de tudo), é um pecado mortal e Fleischer nunca passa perto de acertar no tom. O que lhe resta? Um mero filme policial de tiros, escutas, e mocinhos tentando pegar os bandidos, baseando no livro de Paul Lieberman, sobre um mafioso de Los Angeles (Sean Penn) e um esquadrão da polícia, planejado para prendê-lo, fugindo dos métodos convencionais.

The Thin Red Line (1998 – EUA) 

E Terrence Malick visita a guerra. Um hall gigante de estrelas de Hollywood incorpora membros das tropas americanas no período da Segunda Guerra. Porém, Malick segue fiel às suas origens e obsessões, e foge do filme de geurra convencional, como era de se esperar. Em seu início, privilegiando alguns diálogos, com personagens mais burocráticos, é a forma como o cineasta questiona valores do exército. É no fogo cruzado que o filme realmente mostra sua força.

Pense num filme de guerra onde não importa quem está lutando, onde a vitória na batalha está ali sem que heroísmos sejam foco, e sim a sensação de se estar ali entre as vibrações da natureza, o medo e sua presença fundamental. Resumindo, onde o que se sente dentro da alma e não dentro da mente, Malick consegue aqui o que talvez seja o seu grande filme. Um trabalho intuitivo, que pode estar permeado do dia a dia de um pelotão, mas está totalmente focado nas relações dos soldados com seus momentos, com seus temores, com a dor da perda, ali ao seu lado. Ou a saudade de casa, mas, sobretudo com o ambiente que os cerca, onde o inimigo está presente, ali escondido e pronto para o bote.

Cape Fear (1991 – EUA) 

Max Cady (Robert De Niro) foi preso por estupro e agressão, passou quatorze anos num e lá, autodidata, se tornou culto e seu próprio advogado. Na época em que foi julgado, o defensor público de seu caso foi Sam Bowden (Nick Nolte), cujo comportamento não foi exatamente condizente ao seu juramento, uma espécie de pré-julgamento de seu cliente. Sedento por vingança, Max dá início a um jogo psicótico de perseguição e ameaça à Sam e sua familia (esposa e filha adolescente.

Era um projeto bem pessoal de Robert DeNiro, que Steven Spielberg iria dirigir, mas por conflitos na agenda, a dupla convenceu a Martin Scorsese a encabeçar esse remake de Círculo do Medo. Scorsese imprime seu jeito autoral, com apreço pela violência, enquanto busca recriar a narrativa e o clima do cinema de gênero dos anos 60. É curioso a linguagem, os cortes secos nos close-ups, a trilha sonora. Por outro lado, o suspense que transforma o vilão num supervilão indestrutível, sempre um passo à frente, chega até ultrapassar o exagero (que o dia a sequencia no barco).

Ainda assim, há muitos destaque no filme, da interpretação visceral de DeNiro, passando pela estreia de Juliette Lewis no cinema como a Lolita que entra no jogo erótico com o estuprador, mas também essa construção do advogado que busca em atitudes nada ortodoxas uma maneira de se defender, um lado vilão despertado que coloca em discussão o quanto somos corretos sob pressão.

contosdenyNew York Stories (1989 – EUA) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

Três grandes diretores unidos, num filme coletivo, para contar pequenas histórias em Nova York. Histórias não conectadas, a não ser por serem passadas dentro da cidade homenageada, e tão filmada por todos eles. Pequenos contos, variando entre a comédia e o drama profundo, abordando temas como relacionamentos, amor, arte, mães e até misticismo.

O primeiro conto é dirigido por Martin Scorsese. Lição de Vida é o melhor dos três segmentos, e é fácil notar o dedo do diretor através de suas obsessões estilísticas. Em cada cena, em cada close, há muito de Scorsese por ali, talvez seja um de seus melhores momentos. Lionel Dobie (Nick Nolte) é um artista plástico completamente apaixonado por sua assistente e amante, Paulette (Rosanna Arquette). A jovem o troca por um comediante, e ele faz de tudo para reconquistá-la. Lionel não consegue viver sem a presença da amada, sofre profundamente, sai de si, e transpassa suas emoções para as telas, embalado na deliciosa trilha sonora (Rolling Stones e outros). Como todo artista, Lionel é excêntrico e difícil de lidar e tenta jogar com a inocência, e fragilidade de Paulette, a fim de confundir e domar a jovem. Nick Nolte em estado de graça.

A Vida Sem Zoe é dirigido por Francis Ford Coppola, e infelizmente parece bem menos inspirado que os demais contos. Narra a história de Zoe (Heather McComb), uma garota de doze anos, que mora num hotel de luxo, enquanto seus pais viajam o mundo trabalhando separados. Muito superficial, tenta mostrar a dificuldade com as relações pais e filha, e do próprio relacionamento sempre distante do casal.

Édipo Arrasado é leve e despretensioso, mas com um roteiro inteligente e inusitado. Dirigido e protagonizado por Woody Allen, consegue fechar muito bem o filme, de maneira agradável e menos densa que os anteriores. Sheldon é um advogado que não consegue conviver com sua mãe, mesmo com cinqüenta anos, sente-se superprotegido por ela, e envergonhado quando ela fala sobre sua infância. Namorando com Lisa (Mia Farrow), que tem três filhos pequenos, e sob desaprovação da mãe dominadora. Sheldon adoraria a idéia de sua mãe sumir (quem não em alguns momentos?). Num domingo, ele leva todos a um show de mágica, e o mágico chama sua mãe para o truque das espadas na caixa. Após o truque, quando ela deveria reaparecer, ela desaparece sem vestígios. Nem o mágico, nem o público, nem o pessoal do teatro, encontram a senhora. Após alguns dias de procura, Sheldon desiste, quando de repente sua mãe aparece no céu. E a figura passa a ficar por lá, de dia e de noite, conversando com a cidade inteira, e se tornando em realidade os piores pesadelos de Sheldon, afinal, não há mais segredos em sua vida particular.

FIRM, THE, Wilford Brimley, Tom Cruise, 1993

The Firm (1993 – EUA) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Houve uma época de uma febre de filmes baseados nos livros de suspense policial, envolvendo advogados e júris, do escritor John Grisham. Sob a direção de Sydney Pollack, o best-seller sobre ética profissional não passa de um típico produto do cinema de Hollywood da década de 90, quando este tipo de suspense criou astros e marcou grandes bilheterias. A previsibilidade do roteiro, desfechso mirabolantes, sempre conectados com narrativas de prender a atenção marcaram o gênero na época e Pollack não conseguiu desvencilhar-se desse movimento.

Quando dois advogados morrem, misteriosamente, em um acidente com um barco em Cayman, é que o promissor récem-formado advogado, Mitch McDeere (Tom Cruise), descobre as verdadeiras facetas da firma (câmeras os observando, telefones grampeados, chantagem) que parecia preocupar-se tanto com o bem estar de seus funcionário, pregando a estabilidade, apoiando os casais a terem filhos, e mantendo a inabalável estatística de nenhum funcionário divorciado.

O FBI investigando os donos da firma, acusados de lavagem de dinheiro. Mitch é forçado a roubar provas, em troca de sua proteção, e da liberação de seu irmão que está preso por homicídio. Entra em cena a discussão da ética, do juramento de advogado, frente a própria sobrevivência. A dúvida ética é logo substituída pelo thriller de ação e perseguição, tão presentes nos livros de Grisham.