Posts com Tag ‘Nicky Hornby’

BrooklynBrooklyn (2015 – IRL/RU/CAN) estrelaestrelaestrela1_2estrela_cinzaestrela_cinza

Uma das sensações do ultimo Festival de Sundance, e certamente com indicações ao próximo Oscar, está a adaptação do diretor John Crowley, com roteiro é assinado pelo escritor pop britântico Nick Hornby, do romance escrito por Colm Tóibín. Provavelmente eles não tenham visto Era uma Vez em Nova York porque a comparação inevitável é mortal ao novo filme.

O drama romântico açucarado pela trilha sonora conta a história de uma imigrante irlandesa nos EUA, a jovem Ellis (Saiorse Ronan), fazendo assim um breve retrato da integração entre comunidades de imigrantes europeus nos EUA. Enquanto Crowley tenta deixar cada plano tocante, aproveitando-se dos olhos claros de Ronan, em inúmeros planos fechados, o que temos é um drama de pouca movimentação. Sóbrio em sua narrativa, porém nada contundente para o cinema que tantas histórias parecidas já contou. O diretor se coloca como um mero contador de história, pontuando de maneiras bem simples os elementos cinematográficos que possam embalar o público mais fácil. Sua repercussão não juz ao filme, que tenta se apoiar sempre em sua atriz, por mais que seus dilemas sejam doloridos, mas nem tão espetaculares assim.

altafidelidadeHigh Fidelity (2000 – RU/EUA) estrelaestrelaestrelaestrelaestrela_cinza

Praticamente a bandeira de uma geração. Tamanha representação vem do livro de Nick Hornby, a qual o filme de Stephen Frears foi baseado. A mistura dessa cultura pop com a rotina jovem, onde tudo se resume a músicas, ou cinema e demais referências. E os relacionamentos se criam por base nessas referências, e quem não compactua com essas experiências, quem parece não estar antenado nesse universo, acaba tratado como um extraterrestre cultural. São personagens de fácil identificação com parte do público, um deleite aos consumidores de cultura pop (principalmente britânica).

A trama em si não passa de um triângulo amoroso, que ocasiona numa crise existencial do eterno adolescente Rob Gordon (John Cusack). Ele é dono de uma loja de discos, e mora com sua namorada, a advogada Laura (Iben Hjejle). Os estranhos Barry (Jack Black) e Dick (Todd Louiso) trabalham com Rob na loja, que é especializada em discos antigos e tem um pequeno público cativo. De cara a narrativa começa quando Laura decide terminar tudo com Rob, pois está interessada no antigo vizinho, do andar de cima, Ian (Tim Robbins).

Sempre falando com a câmera de maneira natural, tonando assim o público cúmplice dos seus dramas e esquisitices, um amigo a quem ele pode analisar seus erros, falar de seus desejos e manias. Rob decide nos contar sobre os cinco melhores casos de sua vida, e procurar o motivo por nenhum deles ter dado certo, ao mesmo tempo que tenta reconquistar Laura (uma das grandes sacadas são as listas de top 5 para qualquer coisa, feitas a todos os momentos).

Dessa forma, o filme consegue resumir perfeitamente essa geração, embalando com excelente (e muito presente) trilha sonora esses dramas amorosos em tom bem humorado. Se não escada da fórmula de comédia romântica, o filme cativa por seus personagens vibrantes e charmosos, como o divertidíssimo de Jack Black, e por essa capacidade de tornar o pop quase o combustível de vida dessa geração. Um clássico cult.