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passionPassion (2012 – FRA/ALE) estrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Na visão de mundo corporativo de Brian de Palma, os computadores não possuem senhas. A questão da hierarquia é um mero detalhe, e todos querem transar com todos (sejam homens e mulheres), e ao final, transam mesmo. As motivações sexuais regulam os comportamentos e movitações pessoais. É triste enxergar isso em de Palma, porém seu filme é repleto de tantos equívocos, que nem com toda boa vontade do mundo um fã poderá defendê-lo.

Seja pelas atuações fora de tom – Noomi Rapace sofrível, Rachel McAdams patética, ou pela necessidade de transformar a disputa de egos em thriller erótico, nada se parece com os climax geniais de Femme Fatale ou Vestida para Matar (só como exemplos). Seu remake do filme francês, Crimes de Amor, não passa de sombra do gênero que ele planeja desenvolver.

Falta vida, falta amor, a tensão surge de forma artificial, além de um plano saindo da posição de uma gaveta, oou uma tomada aérea, não há nada que se salve. E quando pensamos no roteiro, no desenvolvimento do crime, tudo parece coisa de amador.

Svinalängorn / Beyond (SUE/FIN – 2010)

São duas famílias, em tempos distintos. A atual é apresentada como feliz, o casal acorda na cama e é surpreendido pelas filhas que trazem o café-da-manhã. Essa mãe é a filha na família do passado, e essa família completamente diferente, pais alcoólatras, brigas, desemprego, violência. Leena (Noomi Rapace) tenta esquecer seu passado, não quer deixar que nada dessa “herança” possa interferir em sua vida, em sua família. Ela tenta negar contato com mãe, mas não tem outra opção, afinal ela está internada à beira da morte. A atriz Pernilla August faz sua estréia na direção, usa alguns planos fechados e fotografia granulado tentando trazem para perto dessa mulher que quase sai de controle a cada vez que enfrenta alguma lembrança do passado. Enquanto transcorre essa relação conturbada mãe-filha no presente, o filme vive dos flashbacks narrando a trajetória deprimente dos pais de Leena, o histórico de confrontos, e as dificuldades enfrentadas por ela e seu irmão. E nesse ponto, não passa de um filme convencional, outra história de ma família disfuncional, de pessoas desequilibradas e permanentemente infelizes sempre deixando cicatrizes incuráveis nos inocentes.

* indicado pela Suécia ao Oscar de Filme Estrangeiro