Posts com Tag ‘Olga Kyrylenko’

quantumofsolaceQuantum of Solace (2008 – ING/EUA) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

O diretor Marc Foster retoma do exato ponto em que Cassino Royale terminou. Depois do reinício da franquia com Daniel Craig e muito mais virilidade, sabe-se lá quem teve a ideia de um roteiro tão melodramático e carregado pela vingança cega, nosso agente secreto sofrendo da dor de amor.

Se a proposta é tornar o agente secreto mais humano, talvez não fosse esse o caminho correto. Sua pegada dramática desequilibra o tom de filme de ação, as investidas conta miliares bolivianos e toda a trama maluca de milionárias jogadas escusas de estrangeiros sem escrupulos (sabemos que no mundo real, esses absurdos até acontecem). Mathieu Amalric surge como o francês mais mau vestido da história, e aquele bando de vilões caricatos não faz frente às vinganças pessoais que a dupla de heróis (Olga Kurylenko e Craig) perpetua.

oblivionOblivion (2013 – EUA) estrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Os projetos megalomaníacos onde Tom Cruise se mete, a inexplicável obsessão dos diretores por terem Olga Kurylenko no elenco, e a eterna sensação de ter assistido esse filme, milhares de vezes, só mudando a roupagem. A soma desses fatores lança Oblivion no mar daqueles filmes que sobrevivem sob o alicerce do universo dos efeitos especiais.

O sci-fi dirigido por Joseph Kosinski traz ao mundo do cinema uma nova série de naves e armas fantásticas, que facilmente fazem inveja à criançada, e ao nicho ficionado (aquele “helicoptero” do futuro é de deixar qualquer um louco). Porque não passa de uma colagem de várias histórias num corpo bem produzido. Salvar o mundo, sempre o tema de Hollywood, se o futuro guardasse metade do que esses roteiristas esperam, estávamos perdidos.

tothewonderTo the Wonder (2012– EUA) 

Se o filme anterior de Terrence Malick recebeu muitas críticas, principalmente de seus fãs mais fervorosos, é de esperar a estranheza que virá com esse novo passo, dentro do caminho que Malick está trilhando em sua carreira. A proposta narrativa diferente veio para ficar, o cineasta busca o sensorial, ao invés do puro e simples “contar uma história”. Indo além nessa linha, seu filme é todo compostos de diálogos raros, substituidos por reflexões dos personagens que funcionam como instrumento duplo: pontuar o público e expressar os sentimentos, como se pudêssemos ler pensamentos.

A história narra um amor (Ben Affleck e Olga Kyrylenko) que surgiu na França. O namoro à distancia, as dificuldades da vida à dois, separação, paixão (no romance com Rachel McAdams). Por meio de fragmentos, Malick propõe o jogo da intimidade. Filma mãos, corpos, cabelos contra o vento, momentos vagos entre quartos e janelas. Há outra forma de amor abordada, como o padre (Javier Bardem) em dúvidas em sua fé. Malick se converteu a estudar o amor, mas busca formas de trancá-lo numa garrafa e gravar em imagens. Nessa linha tênue entre o lírico e o abstrato, seus riscos de erro são grandes, e dessa vez fatais.