Posts com Tag ‘Oscar Isaac’

ex-machinaEx Machina (2015 – RU) estrelaestrelaestrela1_2estrela_cinzaestrela_cinza

Alex Garland é um dos nomes da ficção científica atualmente. Escritor de livros e roteiros, como A Praia, Sunshine ou Não Me Deixe Jamais, dessa vez assume a direção de mais um devaneio futurista cibernético. A roupagem é exemplar, esse futuro tecnológico que pode ser amanhã, se resolve visualmente. A questão em si é outra, novamente estamos frente a paura humana frente as possibilidades da inteligência artificial.

Quase todos os filmes com esse tema colocam os protótipos com inteligência artificial em vilões articulosos, que manipulam a humanidade em busca de dominarnos. Ex Machina segue, exatamente, por essa linha. Há todo um teatrinho de um milionário visionário (Oscar Isaac) e o prodígio selecionado (Domahnall Gleeson) para testar o protótipo perfeito, Ava (Alicia Vikander). É tudo balela, no fundo, Garland está criando um thriller onde a omissão de fatos (ao público) funciona para criar as “supresas” reservadas para o desfecho. São artimanhas baratas de roteirista, e discussões tecno-filosóficas, envoltas nesse ambiente futurista-bucólico.

starwarsVIIStar Wars: Episode VII – The Force Awakens (EUA – 2015) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

Foram três décadas até a saga Star Wars retomar os acontecimentos de O Retorno de Jedi. Os heróis e os robôs clássicos estão de volta, dando início a transição a novos robôs e personagens, cujo futuro pode reservar também a antologia de um Han Solo (Harrison Ford) ou Luke Skywalker (Mark Hamill).

A trama é clara derivação do episódio IV, mudam-se os nomes dos líderes inimigos, e algum detalhe aqui e ali (que tenha forte significado a toda a saga), mas a fórmula está mantida. O grande mérito de J. J. Abrams, dessa vez, é manter o clima de Star Wars. Seu filme joga forte com os fãs, desde permitir entradas triunfais dos antigos personagens que causem euforia no público (a primeira grande cena é com a Millenium Falcon), até estabelecer novas sequencias, que chacoalham para todos os lados, dos confrontos pelo espaço.

Mesmo com o roteiro bem explicadinho, e as costumeiras cenas sentimentalóides, a saga Star Wars ressurge, com mais poder de bilheteria do que nunca. A bagagem de jedis, seres intergalácticos, e lutas com sabre de luz vão fazer bem ao circuito de blockbusters do cinema, e manter a loucura de multidões, ainda que o substituto de Darth Vader não seja tão marcante assim.

oanomaisviolentoA Most Violent Year (2014 – EUA) estrelaestrelaestrelaestrelaestrela_cinza

Sem dúvida um dos melhores filmes da temporada do Oscar, e acabou renegado a algumas indicações, em consequência, um público menor terá a oportunidade de ver o novo trabalho de J. C. Chandor. Em seu terceiro filme, Chandor demonstra sinais de uma carreira encorpada à vista. Depois de dar ritmo ao sofrimento solitário do náufrago Robert Redford em Até o Fim, o cineasta volta ao mundo corporativo que o lançou em Margin Call.

Foco no comércio de combustíveis, início da década de 80, praticamente um cartel de mafiosos que não permitem que empresas pequenas, como a do imigrante Abel Morales (Oscar Isaac) possam crescer. Assalto de caminhões, ameaças à família, as técnicas comerciais são agressivas. O filme é interessante em traçar um perfil honesto de um executivo, até onde essa honestidade possa ser mensurada e subjetiva. Abel se faz de justo, correto, íntegro, ainda que sua empresa tenha negócios, ou contabilidade, escusa. A ética de cada um permite arbitrariedade.

Chandor revive os filmes de máfica, apenas na atmosfera, enquanto explora a fotografai fúnubre, os diálogos em que os cortes tiram de cena os participantes. A esposa (Jessica Chastain) que tenta ser o alicerce, ou o diabinho que fica no ombro provocando, questionando os limites éticos. É um filme sofisticado, estiloso. Que cadencia o ritmo à conduta de Abel, seja no olho-no-olho além do necessário, seja na ânsia cega de proteger seus negócios, ou de ser justo, por mais que essa justiça seja baseada numa moral dúbia. Favorito a figurar entre os melhores do ano.

Invictus• Semana de algumas noticias tristes. Teve o acidente fatal de Paul Walker, mas a grande lamentaçãoé daquele, que talvez fosse, a maior unanimidade mundial, Nelson Mandela dedicou uma vida pela luta por justiça. No cinema foi retratado várias vezes, no link um especial relembrando alguns desses filmes, e outros prestes a chegar [UOL Cinema]

• Outro tristeza foi a confirmação, nos EUA, da, inestimável perda, de uma enorme quantidade de filmes mudos. Custos altos, poucos cuidados, películas e histórias que se perderam [UOL Cinema]

• Estamos dando adeus a 2013, e o próximo ano já está chegando. E os Festivais estão se mexendo, saiu a lista de Sundance, o rei do cinema independente, sempre com muitos filmes para se ficar de olho [Sundance]

• A temporada do Oscar começou para valer, lista de melhores na [Time], [National Board of Review] e [NYFCC]. 12 Years a Slave não é tão favorito assim? Vejam e tirem suas conclusões sobre os favoritos do próximo ano.

•Interessante artigo sobre a inexistência de cinemas na Zona de Mata, enquanto Pernambuco se destaca com inúmeros lançamentos destacados, como Som ao Redor e Tatuagem. Coisas de Brasil [UOL Cinema]

• Entrevista dessa semana no [Slant Magazine] é com o Oscar Issac, protagonista do novo filme dos Coen, Inside Llweyn Davis, que logo estreia no Brasil

• A [Variety] entrevistou Nicolas Winding Refn, diretor que parecia virar sensação com Drive, mas depois do fracasso de Só Deus perdoa, sabe-se lá o que vem por ai.

• Encerrando com o trailer do O Espetacular Homem-Aranha 2 [Youtube]

insidellewyndavisInside Llewyn Davis (2013 – EUA) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

Sabe aquele filme em que você assiste realmente relaxado? Se ajeita melhor na poltrona, os ombros parecem agradecer aliviados. Seja pelo clima e pela música folk, ou pelo humor refinado e leve, mas, principalmente, pela condução firme, de quem sabe o que está fazendo (e principalmente, como está fazendo). Esse é o novo filme dos irmãos Joel e Ethan Coen.

Livremente inspirado na biografia de um dos percursores da musica folk, nos EUA. Os Coen traçam um pouco do que era a vida de um músico (Oscar Isaac), em início de carreira, por Nova York (mais precisamente em Greenwich Village) lá pelos anos 60. E o fazem de maneira solta, da falta de grana, ao gato que ele perde (em uma da muitas pequenas confusões em que se mete).

Estão lá, em papéis importantes, Carey Mulligan e Justin Timberlake, ou numa pequena participação John Goodman, mas os Coen não estão nem ai para os astros. Parecem mesmo estar curtindo essa vida mundana do protagonista que dorme de favores em qualquer sofá, ou a fase road movie (onde, finalmente, aparecem as esquisitices dos filmes deles). Os Coen dirigem como se transpirassem o folk, e no final ainda fazem uma brincadeira, pode parecer genial, ou apenas “olha que legal, a sacada do filme”