Posts com Tag ‘Patrick Stewart’

salaverdeGreen Room (2015 – EUA) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

Desde sua exibição em Cannes, o novo filme de Jeremy Saulnier parecia ganhar ares de novo cult. Banda de punk rock metida numa grandes enrascada, acaba presa numa sala verde. Violência, drogas, a luta pela sobrevivência. O cineasta americano cria um suspense com doses de crueldade vistas em muitos filmes de terror. Tenta se aproveitar do ambiente para criar o claustrofóbico e assim subverter a sensação de suspense.

É uma pena que não há previsão de lançamentos nos cinemas do Brasil, faria sucesso num circuito restrito. Assim como é uma pena que a escolha do elenco possa entregar quem ficará para o último arco da trama. Fora isso, Saulnier é bem competente em trabalhar com a história que vaga entre o bizarro e o natural, até porque nada daquilo parece completamente impossível, ainda mais por essa visão marginal que se tem do mundo punk. As artimanhas do roteiro visando trazer personalidade a cada personagem (a entrevista, e a volta dela num momento crítico da trama) servem como referências, mas também não resolvem a questão de uma naturalidade pouco sufocante, clima esse que a todo momento o filme tenta buscar.

X_Men_Days_Future_PastX-men: Days of Future Past (2014 – EUA) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

O filme anterior preparava o caminho e este tem o enredo necessário para o reboot da franquia, e com isso a garantia de mais alguns filmes e muita bilheteria. Porém, se aquele vinha carregado de uma jovialidade oriunda dos jovens mutantes se descobrindo, e se unindo. O novo filme, com o retorno na direção de Bryan Singer, vem com o peso de um Os Vingadores (sem o humor, aquela farofa toda).

Os X-Men sempre carregaram o peso de um teor político, o embate entre mutantes e humanos. Professor Xavier (James McAvoy ou Patrick Stewart) pregando a paz e vida harmônica na Terra, enquanto Magneto (Michael Fassbender ou Ian McKelen) a luta. Recorrer a história HQ que traz viagem no tempo, leva Wolverine (Hugh Jackman) aos anos setenta. Singer é cuidado em ambientar a história do tempo, e esse cuidado são os méritos mais interessantes.

Além do cuidado técnico, o que se vê em cena é a perda das principais qualidades do filme anterior, o peso do drama cede espaço a um tom carregado, personagens desperdiçados dentro de um quarto, e o desperdício de reunir o elenco das duas gerações de X-Men. O reencontro dos 2 atores de Xavier, por exemplo, traz a cena mais constrangedora do filme. O momento anos 70 se desenvolve, enquanto o atual é mero trampolim, a fórmula não funciona bem enquanto Wolverine e os heróis rejuvenescidos tentam salvar os mutantes das poderosas sentinelas. Virou apenas mais um filme de heróis, com seus poderes, e uma abafada sensação de que o encontro de épocas poderia criar cenas épicas.