Posts com Tag ‘Peter Jackson’

ohobbit3The Hobbit: The Battle of the Five Armies (2014 – NZL) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Nítida sensação de cansaço com a Terra Média e seus povos. O último capítulo da saga é de batalhas sem fim, anões, elfos, orcs e etc travam batalhas simultâneas. Outro show de efeitos especiais para Peter Jackson e sua turma, falta dramaturgia, falta aquele cinema que não é feito no computador. Ser o melhor da trilogia não chega a ser mérito, o sucesso não chega aos pés da trilogia Senhor dos Anéis, culpa da repetição, do cansaço do público, afinal, a fórmula apenas se repete. Seis filmes, com mais de 2-3 horas cada, é de uma quantidade de informações repetidas que só poderia provocar desgaste no público. Obviamente que é lucrativo, mas, desde que se transformou nessa monstruosidade de um anova trilogia, que ficou nítido a necessidade de caça-níquel, mesmo que não houvesse material bastante a ser trabalhado.

the-hobbit-the-desolation-of-smaug-smaugThe Hobbit: The Desolation of Smaug (2013 – EUA/NZL) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Nas trilogia, os filmes do meio, sempre parecem corpos estranhos, um tronco sem membros e cabeça. Afinal, funcionam mais como um rito de passagem entre aquele filme que apresentava a história e o que trará o desfecho. Esse segundo capítulo da saga de Bilbo (Martin Freeman) e a turma de Elfos, anões e Orcs, não é diferente. Contudo, há alguma vantagem dessa vez, este é bem melhor que o anterior (o que não quer dizer muita coisa).

Continua a sensação de sequencias esticadas, de pouquíssima história e muita aventura para cumprir a necessidade de transformar o livro (O Hobbit), numa nova trilogia. Peter Jackson faz esforços, mas é pouco material para trabalhar. Com isso, muita correria, muito hobbit desviando de dragão, muito mais do mesmo causador de desinteresse espontâneo. Uma trilogia que deveria ter sido um único filme.

THE HOBBIT: AN UNEXPECTED JOURNEYThe Hobbit: An Unexpected Journey (2012 – EUA/NZL)

O ego de Peter Jackson, e dos produtores, é tão imenso que não conseguiram se contentar com dois, resolveram transformar em três filmes o livro de J. R. R. Tolkien. Aquela sensação de novela da Globo que está dando Ibope, o autor tem que esticar, a festa da linguiça. Não há história o bastante, pior, é a repetição da trilogia Senhor dos Anéis, só que com personagens menos marcantes/interessantes. Gandalf está lá, temos um novo hobbit, e um bando de anões querendo recuperar seu reino.

Jackson preenche as quase três horas com cenas de luta, repetitivas e, às vezes, desnecessárias, e diálogos tolos que deixam seu filme de fantasia com cara de produção da Disney. Não há mais que 4 sequencias importantes, e que tragam alento, personagens, algo além da básica história de valentões enfrentando inimigos e monstros até seu destino. Sensação de que com 1 hora, era possível contar toda essa saga, de forma bem mais enxuta.

The Adventures of Tintin (2011 – EUA/NZL)

Por mais que não tenha sido eu um dos leitores da famosa HQ escrita pelo belga Hergé, já passava da hora de sua adaptação aos cinemas. Noticias dizem que Steven Spielberg há anos havia planejado esse projeto, faltava-lhe a tecnologia para colocá-lo em prática. Tarefa essa finalmente concluída, uniu-se a Peter Jackson para colocar em prática as aventuras do jovem jornalista curioso (Jackson deve dirigir o próximo filme, se houver um).

A palavra “aventura” no título é o resumo perfeito, ela mais que representa, na verdade é a a única motivação de toda a história que se apresenta. Não há um segundo para se respirar, ou até para se conhecer melhor o personagem, desde o primeiro instante o público é lançado na faísca que causará todo o incêndio de aventuras que durará até os créditos finais. Caímos na mesmice do entretenimento puro, com aspecto visual impecável, tecnologia deslumbrante e obviamente oco, de tão agitado e perfeitinho beira o chato. Junte as crianças na sala, coloque a pipoca no micro-ondas e venha passar umas 2 horas com a família, aquele momento em que as crianças ficam paradas num lugar e deixam os pais em paz, o Tintim de Spielberg não vai além disso.