Posts com Tag ‘Peter O’Toole’

peterotoole O adeus a Peter O’Toole [Screen Daily]

 12 Anos de Escravidão ganhoou todos os premios divulgados da semana, além de encabeçar a lista de indicados ao Critics’ Choice, vai ficando difícil pensar em outro filme para o Oscar [Critics’ Choice]

 Festival de Berlim vai ganhando corpo, Alain Resnais é o nome de peso, entre os presentes na Mostra Principal, no link a lista dos confirmados [Berlinale]

 Ainda falando em Berlim, o polêmico Ninfomaníaca, de Lars Von Trier, foi escalado fora da competição. Aquela confusão em Cannes o afastou mesmo do festival francês [Berlinale]

 Saiu a lista dos 9 pré-indicados ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro (normalmente, a mais interessante lista). Infelizmente O Som ao Redor ficou de fora, A Grande Beleza pinta como favorito [Uol Cinema]

 E como ele deve ganhar o Oscar, segue algumas críticas de 12 Anos de Escravidão, enquanto o filme não chega [Slant Magazine] [Rotten Tomatoes] [The Guardian]

 Trailer de The Grand Budapest Hotel, o novo de Wes Anderson [Omelete]

 

oultimoimperadorThe Last Emperor (1987 – ITA/CHI) estrelaestrelaestrela1_2estrela_cinzaestrela_cinza

Bernardo Bertolucci mirando seus olhos para a figura de Aisin-Gioro Pu Yi, a incrível história do último imperador da China. Com todos os cuidados estéticos de superprodução, o cineasta italiano faz um retrato intimista atendo-se principalmente aos detalhes da vida pessoal. O período retratado compreende entre 1908 e 1967, desde que Pu Yi assumiu o trono de imperador da China, aos três anos de idade, passando por seu confinamento na Cidade Proibida na época em que a os comunistas tomaram o poder. Outro período importante é a época em que a China passou por domínio japonês, e Pu Yi voltou a ser imperador, mas apenas como fantoche (imperador da Manchúria). Até seus últimos dias como jardineiro, após ser “convertido” ao comunismo.

Enquanto transcorrem alguns dos acontecimentos mais importantes da história da China, Bertolucci explora a adoração de Pu Yi pela cultura ocidental, sua falta de presença nos acontecimentos do país, a revolução comunista, sua amizade com os japoneses, e principalmente seu relacionamento com seu tutor Reginald Johnston (Peter O’Toole), e com sua esposa titular Wan Jung (Joan Chen), além de suas outras esposas.

O que se vê é Pu Yi totalmente ausente e despreparado, figura perfeita para ser utilizado como fantoche. Enganado por sua esposa, usado pelos japoneses para dominarem a China, preso julgado e condenado pelos próprios chineses. Porém, mesmo com toda essa riqueza histórica, Bertolucci prefere a ênfase na adolescência, nos costumes milenares, nos ensinamentos do aprendiz de Imperador, enfim, ele dar alicerce às explicações do porquê seu fim como fracassado, e do porque nunca ter sido um líder.