Posts com Tag ‘Phillip Seymour Hoffman’

jogosvorazes3aesperancaThe Hunger Games: Mockinjay – Part 1 (2014 – EUA) estrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

O terceiro capítulo da saga começa decapitando a atmosfera envolvente do filme anterior. Aquele era o grande momento da série, o mundo dos reality shows convergendo na ascenção da luta de classe, o povo clamando contra as injustiças e tendo sua líder como fonte de inspiração. O novo filme (cujo livro foi dividido em 2 partes) já traz a nova configuração política: guerra civil. Surge um aparelhamento bélico imenso por parte dos revolucionários, uma presidente tirana (Julianne Moore), traidores do governo do presidente Snow (Donald Sutherland), as cartas jogadas à mesa.

Não há história que sustente as 2 horas de explosões e dramalhões vividos por Katniss (Jennifer Lawrence). O pano de fundo é o poder manipulador da propaganda, de um lado ela, de outro Peeta (John Hutcherson), sequestrado e usado como vitrine para a propaganda do governo. Entre eles, a vulgaridade do filme-frankestein que precisa se tornar independente, quando é apenas parte de um todo, que se tornou apenas um pedaço torto de bolo e deveria alimentar uma família. O roteiro tenta engatar a premissa da tirania entre os dois lados, de uma heroína movida por seus ideais e laços afetivos, fica mesmo com o desengonçado, lento demais de sua hora inicial, e explosões demais no restante.

ohomemmaisprocuradoA Most Wanted Man (2014 – EUA) estrelaestrelaestrela1_2estrela_cinzaestrela_cinza

Só mais um thriller envolvendo terroristas e Islamismo. Quanto mais se desenvolve a trama, mais difícil de engolir se torna. O filme é todo passado em Hamburgo, imigrante ilegal da Chechênia, serviço de inteligência alemão e americano em conflito, o cinema não precisava de mais uma dessas histórias. Mas, Anton Corbijn filmou cheio de esmero, cores fortes contrastando o clima frio alemão, e achou que levar vários nomes de peso para a Europa seria uma saída comercial.

Um dos últimos trabalhos de Phillip Seymour Hoffman, por isso o filme ganha um interesse além do merecido. Ele é o chefe da inteligência que segue o imigrante, só que o alvo é outro, gente graúda da ONU. Ainda há espaço para envolver um banqueiro e uma advogada (eterna boa-samaritana). Seria apenas chinfrin se não fosse os caminhos finais do desfecho.  O livro de John Le Carré pretendia unir tantos bons-samaritanos num suspense sobre Al-Quaeda?

jogosvorazesemchamasThe Hunger Games: Catching Fire (2013 – EUA) estrelaestrelaestrela1_2estrela_cinzaestrela_cinza

A audácia de Katniss (Jennifer Lawrence), ao desafiar as regras no filme anterior, e garantir que seu amigo Peeta (Josh Hutcherson) também saísse vivo do reality show assassino, causou comoção na população. Os distritos ficaram ouriçados. A palavra de ordem é esperança. O filme retoma a história um ano depois, o falso casal (Katniss e Peeta) é utilizado pelo governo, em manobras para acalmar os ânimos da população.

Muito se fala sobre um filme contra o Sistema, mas com um Sistema tão deturpado quanto o apresentando, me parece muito mais uma alternativa à Roma antiga que um protesto ou algo que o valha. Ao contrário, é a definitiva e absoluta confirmação dos Reality Shows como exposição do ego, o espiar como forma de prazer, a massificação da curiosidade e do status de estrelas.

jogosvorazesemchamas2O filme vende, por mais de uma hora, essa lenga-lenga prestes a eclodir, com a dupla de mártires envergonhada de assumir uma posição de liderança, até se assumir como repetição do anterior, mergulhando em mais jogos violentos. Até Francis Lawrence encerrar no meio do incêndio, quando os ânimos estão flamejantes, deixando assim os fãs como leões famintos pelo próximo capítulo. Superior ao anterior? Essa comparação é realmente necessária? Eu até gostei mais, mesmo parecendo subproduto de uma ideia que talvez o terceiro possa justificar.

quandoumhomemamaumamulherWhen a Man Loves a Woman (1994 – EUA) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

O dramalhão é inevitável. A versão feminina do alcoolismo, com os mesmos predicados. O casal feliz abalado pela dependência, a instituição familiar desestabilizada onde todos passam a sofrer com os males da bebida.  Obviamente que o foco principal está nos relacionamentos entre o casal e as filhas, sofrimento mútuo compartilhado.

O casal é formado por Michael Green (Andy Garcia), piloto de aviões, e Alice Green (Meg Ryan) que trabalha em uma escola. As filhas Casey (Mae Whitman) e Jessica (Tina Majorino), filha de Alice com outro homem. A desconstrução do lar em harmonia, o marido atencioso que viaja muito a trabalho, a esposa que precisa estar “alta” para levar sua vida. Vodca, aspirinas, um acidente.

Michael assume a cada, as filhas, e o apoio incondicional à esposa. É um drama intenso, comovente, tradicional, sempre em prol da adaptação à nova vida. Dirigido por Luis Mandoki, o peso emocional é todo calcado em Andy Garcia, no auge de seu prestígio. Sempre buscando o tom comovente, maduro, heroico, como na cena clichê em que discursa no AA. Drama familiar para emocionar facilmente, preparem os lenços.